Ruach Kadosch

 

 

 

 

As Flores do Jardim de Ruach Kadosch

 

Vol. 1 – Lírios

 

 

 

 

 

As Flores do Jardim de

Ruach Kadosch

(Vol 1 - Lírios)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ruach Kadosch 

 

 

 

 

As Flores do Jardim de

Ruach Kadosch

 

 

 

 

Vol. 1 – Lírios

 

 

 

 

 

 

 

 

Copyright by: Ruach Kadosch

(Todos os direitos reservados)

 

 

 

 

Capa:

 

 

 

 

 

Diagramação e Revisão do Autor

 

 

 

 

 

 

 

Contato: Rua João Batista Garcia, 05 - Jdim Alto da boa Vista

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                  E-mail: ruachkadosch@bol.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

Em homenagem sincera

a todos aqueles que conseguiram cultivar

o Jardim da Vida na intimidade de

 seus próprios corações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A febre que parece dominar os habitantes dos países adeptos do chamado “capitalismo selvagem”, notadamente os do Ocidente, parece fazer com que suas vítimas, ávidas por mais ter e mais possuir, ignorem completamente a Realidade Única de que nascemos, vivemos e crescemos em Deus, pois somos Obras de Seu Hálito Divino.

 

 

 

 

 

1

 

 

O MERGULHO ÍNTIMO

 

 

 

Há exatos dois mil anos, pela contagem oficial, debruça-se o mundo ocidental sobre as páginas dos evangelhos que narram a história de Jesus de Nazaré, tentando inspirar-se nos seus ensinamentos a fim de estabelecer uma sociedade mais justa e pacífica; entretanto, apesar de todos os esforços, persistem guerras e conflitos, tais como um câncer social de difícil tratamento. Acreditamos que o sucesso no estabelecimento de uma sociedade realmente cristã reside na reforma interior de cada indivíduo e na adaptação dos ensinamentos morais de Jesus à sua própria existência: ao longo dos séculos, temos empregado o nosso tempo na conversão dos outros e sendo demasiadamente tolerantes com os nossos próprios deslizes.

Enquanto o Oriente ensina nas suas doutrinas o desapego dos bens materiais e o respeito a todas as formas de vida, o Ocidente caminha a passos largos ao encontro do consumismo extremado que animaliza os instintos e banaliza os valores morais, criando competições absurdas onde o ter se torna mais importante que o ser. E os vendilhões do Templo continuam vendendo as coisas santas e aumentando sempre mais o seu poder temporal: pobres cegos que guiam outros cegos. Jesus ensinou o “não julgueis”, mas nunca foi conivente com a hipocrisia religiosa.

Mas sempre resta uma esperança! Nos pórticos deste Terceiro Milênio reflitamos melhor nos ensinamentos d’Aquele que se apresentou como sendo o caminho, a verdade e a vida, e, tal como ensinou o Batista, mergulhemos para dentro de nós mesmos e procuremos Aquele que habita dentro de nós, deu-nos origem e sustenta-nos a existência em Si, e digamos para nós mesmos: “convém que Ele cresça, e que eu diminua”. Se isto não mudar a sociedade em que vivemos, pelo menos uma coisa é certa: nós teremos mudado, e para muito melhor!

Somente assim a Divina Presença poderá brilhar no coração de todos os homens e mulheres de boa vontade!!!

 

 

 

 

 

2

 

 

A LEI MÁGNA

 

 

 

É inegável que a mensagem transcrita nos evangelhos tem o poder de mudar a sociedade em que vivemos, pacificando os corações belicosos e injetando nas personalidades egoístas um novo ideal de paz, amor e transformação moral.

E não é nenhuma utopia acreditarmos que, se resolvermos realmente seguir Jesus, dentro de pouco tempo não precisaremos mais gastar dinheiro com segurança, planos de saúde ou educação: pois em uma sociedade verdadeiramente cristã esses direitos do cidadão são respeitados e os órgãos responsáveis pelo funcionamento desses direitos básicos agem com rapidez e eficiência.

Mas, para que a sociedade realmente mude é imprescindível que cada uma de suas células mude também, e radicalmente, pois a sociedade, como um todo, nada mais é do que o reflexo de cada um de seus cidadãos.

E para melhorarmos a nossa própria existência e a existência de todos os seres (racionais ou não) que habitam na Terra, teoricamente é muito fácil. Basta que coloquemos em prática aquilo que determinado homem nos sugeriu há 2.000 anos atrás: que amemo-nos uns aos outros e que façamos aos outros apenas aquilo que gostaríamos que os outros nos fizessem.

Difícil? Talvez seja mais fácil do que imaginamos. Vamos começar agora?

Toda caminhada, por mais longa que se afigure, só começa realmente depois de dado o primeiro passo. Após o primeiro passo, e a cada passo dado, o destino a que nos propusemos vai ficando cada vez mais próximo.

É assim que se pode mudar a dura realidade da vida atual: praticando-se a lei da fraternidade universal que tem por base o amor ao próximo como a si mesmo. Mas... e o amor a Deus sobre todas as coisas, como é que fica? Isto, na verdade, é apenas redundância, pois não existe outra maneira de se amar a Deus senão esta: amando ao nosso próximo como a nós mesmos. Isto pode mudar qualquer sociedade que não se afine com os ensinamentos de Cristo.

 

 

 

 

 

3

 

 

A Prática Cristã

 

 

 

Para vivermos os ensinamentos de Jesus não é necesário (e nem recomendável) que nos afastemos do mundo e nos isolemos na secura de algum deserto ou na gelidez do cume de alguma montanha pois é justamente no mundo, na vida em sociedade, no difícil convívio diário com pessoas das mais diferentes procedências e opiniões, que devemos praticar o que Jesus nos ensinou.

Da mesma forma, vivendo no mundo e seguindo Jesus, devemos fugir da secura do intelectualismo e da gelidez do raciocínio lógico que muitas vezes, desviando-se de sua verdadeira finalidade, investe-se da falsa função de julgar e condenar os semelhantes naquilo que não os possa compreender. Deserto e cume de montanha também podem ser oficinas de serviço cristão, mas secura e gelidez jamais encontrarão guarida no coração de um discípulo do Evangelho que seja, no mínimo, sincero.

Em verdade, intelectualismo e raciocínio lógico ajudam, mas não são essenciais para seguir Jesus. O importante mesmo (e essencial sob todos os prismas) é fazer tudo aquilo que Ele nos ensinou e que pode ser resumido na seguinte frase: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo (de qualquer procedência) como a si mesmo”; o que fugir disso não é importante e pode até mesmo ser prejudicial...

Foi o próprio Jesus quem afirmou que no ensinamento acima transcrito está contida toda a Lei (dada por Moisés e contida nos 5 primeiros livros da Bíblia) e os profetas (que escreveram os demais livros que compõem a Bíblia). Portanto, qualquer coisa que esteja escrita na Bíblia que não se afinar com os ensinamentos de Jesus deve ser ignorada, porque, ou se trata de enxerto de maus religiosos que adulteraram os textos sagrados, equívocos de tradutores que nem sempre estão afinados com a mensagem messiânica, ou de má intenção mesmo por parte de pessoas que, em todos os tempos, tentaram manipular os ensinamentos divinos...

Portanto, para seguirmos Jesus, basta sermos sinceros e coerentes no amor, tanto a Deus como ao próximo.

 

 

 

 

 

4

 

 

A PREGAÇÃO CRISTÃ

 

 

 

Parece incrível... mas a verdade é que, se houve um grande engano por parte dos homens que há 2.000 anos não aceitaram Jesus como o Messias e Salvador da Humanidade, e o pregaram na cruz da ignomínia, não menos enganados estão os homens da humanidade atual que edificaram uma sociedade calcada no egoísmo do capitalismo selvagem e na frieza das relações pessoais, frívolas e materialistas, e, o que é pior... se dizem Cristãos!

Pregaram Jesus há 2.000 anos! E, tal qual uma doença cruel e persistente, continuaram a pregá-Lo, século após século, e ainda hoje o pregam... E o pregamos cotidianamente, dia após dia, minuto após minuto... Você já pregou Jesus hoje?

O pregamos até mesmo quando o pregamos. Sim, até mesmo quando pregamos os Seus ensinamentos, não raras vezes, o estamos pregando na cruz da traição, da infidelidade, das segundas intenções, do desrespeito, do preconceito, da perseguição religiosa, da animosidade, da mentira, do racismo, da falta de ética, dos interesses inconfessáveis e escusos, do desespero, da inconsolação, do orgulho, da vaidade, do egoísmo, da condenação, do julgamento promíscuo, etc, etc, etc. Você já pregou Jesus hoje?

O que foi que Ele ensinou?

O amor a Deus sobre todas as coisas, alertando que Deus habita dentro de cada um de nós (Divina Presença Em Nós); portanto, quem odeia alguém, odeia a Deus, que habita também neste alguém.

Ensinou também o amor ao próximo como a nós mesmos, o perdão das ofensas, o amor aos inimigos, a orar pelos que nos perseguem e caluniam, a carregar a cada dia a nossa cruz sem reclamar e sem exigir de Deus ou de quem quer quer seja uma situação mais confortável diante da vida, pois o Pai conhece as necessidades de Seus filhos antes mesmo que estes lhe peçam algo...

E o que temos feito desses ensinamentos? Tais quais os Apóstolos Pedros de todas as épocas o temos negado, e negado, e negado... E tais quais os Judas Iscariotes de todos os tempos, o temos traído, e traído, e traído...

E você? Já negou ou traiu Jesus hoje?

 

 

 

 

5

 

 

Na Hora do Testemunho

 

 

 

Parece fácil ser cristão, mas não é! Pode ser fácil dizer-se cristão, mas seguir os ensinamentos do Cristo é um desafio que devemos enfrentar todos os dias.

Será que nós somos cristãos? Dê uma olhada em sua própria vida antes de responder a esta indagação. Analise sinceramente seus pensamentos, palavras e ações, confronte-os com os ensinamentos de Jesus e responda: Você pode afirmar sem sombra de dúvida que é cristão?

Meditemos em nossa vida diária: Temos inimigos? Se os temos, os amamos ou odiamos? E quando sofremos calúnias ou perseguições de pessoas frívolas, levianas, ou mal intencionadas? Oramos por elas ou guardamos mágoa em nossos corações e desejo de vingança?

E quando nos ferem numa face, oferecemos, humildemente, a outra face? Ou achamos que isso é covardia, uma atitude indígna de ser tomada por alguém da nossa importância, principalmente quando estamos com a razão?

E quando somos acometidos por alguma enfermidade, ou quando pessoas de nossa família ficam doentes e somos obrigados a cuidar delas, ou ainda quando parentes próximos (pais, filhos, cônjuges, irmãos) caem presa de vícios e paixões ou desequilíbrios mentais que lhes transtornam a vida causando-nos sofrimentos acerbos e levando-nos a testemunhos cristãos, como reagimos? Com paciência e fé em Deus pedindo forças para suportar cristãmente nossa cruz, com humildade e tolerância, exemplificando os ensinamentos de Jesus? Ou nos entregamos ao desespero e nos revoltamos e procuramos abandonar a nossa cruz com promessas e pretensas ofertas a Deus para vermo-nos livres do testemunho a nós confiado, numa evidente tentativa de barganha e suborno para com Aquele que conhece nossas necessidades antes mesmo de Lhe pedirmos qualquer coisa?

Reflitamos sinceramente no comportamento que temos tido e respondamos com convicção: Temos sido realmente cristãos?

Que a Divina Presença, que habita dentro do seu coração lhe ajude a encontrar a resposta a esta pergunta!

 

 

 

6

 

 

Conhecereis a Verdade

 

 

 

A vida na terra é muito difícil para aqueles que têm o compromisso de testemunhar os ensinamentos que recebeu de seu Mestre!

Cada dia se constitui num novo desafio e, se sucumbimos hoje, resta-nos a esperança de sairmo-nos melhor amanhã.

O próprio Cristo (a Divina Presença Presença Em Nós) já dizia, pela boca de Jesus, por muitos considerado o “médium de Deus”, que “o espírito está pronto, porém a carne é fraca”; a carne é fraca à influência dos instintos grosseiros, das paixões animalescas, dos vícios degradantes que aprisionam o espírito e impõe-lhe um modo de vida frustrante para quem anseia pela libertação da escravidão da matéria.

É verdade que, se somos sensíveis às tentações da carne é porque abrigamos em nós tendências inferiores e, embora ansiemos pela libertação, ainda nos deleitamos com os prazeres da carne.

E a libertação não virá sem luta e sacrifícios!

E toda luta (e esta não é exceção!) é sangrenta e dolorosa!

Mas, se seguirmos com fidelidade o roteiro de combate, atentos a todas as estratégias que o nosso comandante (interno) nos traçou, é evidente que sairemos vencedores desta batalha.

E o roteiro de luz está grafado no Evangelho de Amor, que é um Plano Divino para a libertação de todos aqueles que se sentem cansados e sobrecarregados pelo jugo da matéria e suas conseqüentes viciações e que anseiam por um modelo superior de existência.

- “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará”, disse Jesus.

Conhecer a Verdade significa compreender os Seus ensinamentos em seus aspectos mais profundos e, principalmente, praticá-los. Você consegue? Não custa nada tentar, não é mesmo? Boa sorte!

 

 

 

 

7

 

 

E a Verdade Vos Libertará!

 

 

 

Alguns, sob o pretexto de estarem seguindo a Jesus, apresentam-se tristes, desfigurados, e até irritados... Tal e qual os antigos fariseus, entregam-se a jejuns prolongados, a orações infindáveis e vigílias extenuantes. Será isto que nos ensinou o Mestre dos mestres?...

Somos da opinião que a verdadeira religião é a Religião do Íntimo, isto é, a “religação”, num primeiro momento, do “espírito”  reencarnado ou “personalidade” com o “Espírito” reencarnante, eterno e imortal, e, num segundo momento, após esta “religação” (verdadeiro sentido da palavra “religião”), a “União” do “Espírito” com a sua “essência” Divina, a Centelha ou Divina Presença, que habita em nosso íntimo e nos sustenta a existência; é a esta “Centelha” que Jesus chamava de “Pai”. O “Espírito” assim reunido à sua “Centelha” (“Eu e o Pai somos Um” -Jesus) é chamado “Individualidade”. A “personalidade” reencarnada, quando distanciada dos verdadeiros objetivos do “Espírito”, é chamada de “antagonista” (verdadeiro sentido da palavra “Satanás”); por isso João Batista pregava:

- “Convém que Ele (o “Espírito”, a “Individualidade” unida a Deus-Íntimo simbolizada por Jesus) cresça e que eu (a “personalidade”  reencarnada, o ego) diminua”.

O “intelecto” dirige a “personalidade” ou “espírito”, a “mente” guia o “Espírito” e a “consciência” (porque Deus é a Consciência Cósmica Universal) é o atributo máximo e Divino da “Centelha”. Portanto, o homem que já se libertou da influência materialista do “intelecto” e do conseqüente orgulho da “personalidade” e voltou-se para o seu interior, onde habita a Divina Presença (geograficamente o “reino dos Céus” ou “reino de Deus”) é aquele que, literalmente, “segue Jesus” (simbolizado pelo “Espírito” unido à “Centelha”, a “Individualidade”, “dois que se fazem Um”) e este, por mais que sofra, não é triste; pelo contrário, é alegre, destemido e feliz em todas as circunstâncias e ocasiões: seu jejum é de sentimentos vulgares e suas orações infindáveis são os sucessivos êxtases daquele que se sente na “Presença” de Deus.

Os que pretendem “seguir Jesus” sem se desfazer de seus títulos, honras e glórias mundanas só encontram a tristeza, o desalento e a irritação: quando de depararem com o Cristo que verdadeiramente habita em seu íntimo serão, finalmente, inconfundivelmente felizes!

 

 

 

8

 

 

Dizendo-se Cristão

 

 

 

Tudo na vida exige ética: ética na política, ética na ciência, ética na educação, ética na filosofia, ética na moral e na religião, etc.

A ética do cristão ficou muito bem definida por Jesus, quando disse:

- “Seja o vosso sim, sim; o vosso não, não”.

Porém, quantos cristãos, de todos os que há no mundo, seguem esta ética? Dados oficiais de conceituados institutos de pesquisa informam que 1/3 da população mundial é composta por cristãos; isto significa que nada menos que 2 bilhões de criaturas humanas de todas as regiões do planeta reclamam para si o título de “seguidores de Jesus”. Mas, na prática, será que isto é assim mesmo? Parece que não! Para que serve a teoria sem a prática, então?

Países que se dizem cristãos, liderados por homens que se dizem cristãos, exploram e dominam os mais fracos negando-lhes até mesmo o direito à uma vida com um mínimo de dignidade.

Cidadãos que se dizem cristãos a todo momento se armam com revólveres e bombas no intuito muitas vezes inútil de garantir os seus direitos de cidadãos (cristãos?).

Pessoas que se dizem cristãs a cada instante recorrem à astúcia nada cristã para enganar, explorar, privar, roubar e (pasmem!) até mesmo matar (ainda que homeopaticamente), a fim de garantir um certo padrão de vida que lhes permita continuar insensíveis ao sofrimento da multidão a quem, incansavelmente, Jesus serviu e imolou-Se.

Milhões de pessoas em todo o mundo (ou seriam bilhões?) apenas se dizem cristãs, por isso o planeta Terra continua assim... Nada cristão!!!

E você, também se diz cristão?

Se tivéssemos, realmente, um terço de cristãos verdadeiros, poderíamos modificar a face social, política, econômica e monetária deste mundo e aí, quem sabe?... O sacrifício de Jesus teria valido a pena!

E por falar nisso, o testemunho no Mestre valeu a pena para você?

 

 

 

9

 

 

Mergulho

 

 

Você já mergulhou nas águas de uma piscina, de um rio, ou mesmo de um mar ou oceano? Sentiu as águas envolvendo todo o teu corpo por fora e por dentro? Você já bebeu da água em que estava mergulhado, seja ela doce (piscina, rio) ou salgada (mar, oceano)?

Da mesma forma, agora, voltamos a perguntar: Você já bebeu da “água” da “religião” em que está “mergulhado”? Sentiu as “águas” envolvendo todo o teu corpo por “fora” e por “dentro”? E quando estava “mergulhado” nesta “água”, sentiu ser ela “doce” ou “salgada”?

A palavra “mergulho” tem o mesmo significado da palavra “batismo” e a palavra “religião” (do latim “religare”) tem o mesmo sentido da palavra “religação” (de algo que no “início” era “ligado”) do “homem” à sua “essência” Divina (Alento ou Divina Presença Em Nós).

Pois bem! Quantas pessoas permanecem durante décadas numa mesma “religião” e, não obstante, não se “religam” à sua “essência” Divina! Cumprem as formalidades dos rituais “exteriores”, mas não absorvem “por dentro” os seus ensinamentos e, portanto, não logram “bom êxito” no ideal de “religação” (religião) a que se propuseram: e continuam vivendo e se servindo do “mundo” (leia-se interesses “materiais”) adulterando, corrompendo, subornando, praticando atos “inconfessáveis” a fim de “preservar” os seus “interesses” e não ficarem expostos a “prejuízos”, principalmente prejuízos “financeiros”.

Mergulharam, mas não deixaram que as “águas” (ensinamentos) de sua “religião” (processo de “religação”) os molhassem por “dentro” e continuaram, no dizer de Jesus, “servindo a dois senhores: a Deus e às riquezas”.

O batismo (ou “mergulho”) proposto por João Batista não era um simples batismo de “arrependimento” que, a priori, não obriga a ninguém a mofificar-se interiormente; muito pelo contrário, era um batismo de “reforma mental”, de mudança de atitude diante da vida, de revolução e renovação moral. E, neste contexto, as águas do rio Jordão apenas faziam parte de um ritual “exterior” com uma forte proposta de renovação “interior” que é o que realmente importa... Mas, a esta, quantos querem se submeter?

 

 

 

10

 

 

Os discípulos sinceros

 

 

Em vários “passos” evangélicos encontramos advertências, atribuídas pelos evangelistas a Jesus, quanto à importância de sermos éticos e verdadeiros em tudo aquilo que pensamos, sentimos, falamos ou fazemos.

Jesus chamava de “túmulos caiados por fora, mas por dentro cheios de podridão” aos que aparentavam ser o que não eram, como por exemplo os fariseus que, segundo Jesus, colocavam fardos (obrigações religiosas) impossíveis de carregar nas costas de seus seguidores, fardos estes que eles nem com um dedo se predispunham a carregar. Não poucas vezes advertiu seus discípulos quanto ao perigo do “fermento” dos fariseus, que Ele considerava falsos, hipócritas, mentirosos e, portanto, anti-éticos. A própria palavra “ator” vem de “representar”, parecer ser, em suma, o que não se é...

Entre os discípulos de Jesus não deveria haver mentirosos, mas não é o que se verifica... Infelizmente, existem aqueles que “trocaram” o “reino dos céus” pelo “reino da terra” e tudo fazem para melhorar sua posição material no mundo; tal e qual os antigos saduceus, parecem não crer na “ressurreição” do espírito...

Existem também aqueles que “se fazem” de “bonzinhos” mas que são como “aves de rapina” (no dizer de Jesus), que se aproximam das “viúvas” com a desculpa de “consolá-las” mas que, na verdade, o que pretendem mesmo é roubá-las...

Há também os que “se fingem” de “convertidos” para “atrair” multidões e corrompê-las... Mas, entre todos estes, estão também os discípulos sinceros do Mestre; porém, estes não reclamam para si nem herança prematura e nem mesmo uma participação indevida entre os que venceram a si mesmos e que são, portanto, dígnos de viverem na Sua Presença!

Estes, os discípulos sinceros, quase nunca são vistos em manifestações públicas de amor e louvor a Deus porque estão sempre muito ocupados amparando e consolando os sofredores, os verdadeiros irmãos de Jesus, pois é esta a maneira mais ética e verdadeira de segui-Lo, porque é impossível (no dizer do Apóstolo João) amar a Deus desprezando o próximo, seja ele partidário ou inimigo de sua fé.

Você também faz assim? Então posso dizer que você é um discípulo fiel do Mestre Jesus!

 

 

 

11

 

 

O Deus de “dentro” e de “fora”

 

 

 

Existem pessoas que se acreditam esquecidas por Deus. Não se deram conta de que Deus existe dentro delas próprias e crêem-No afastado, distante, impassível e esquecido de Sua criação... Essas pobres criaturas sofredoras não se deram conta ainda de que nada, mas nada mesmo, pode existir apartado de Deus.

Deus existe na minúscula célula animal, no quase imperceptível átomo mineral, na mais ínfima partícula da espécie vegetal, no ar, nos gases, nas ondas magnéticas, na eletricidade, na intimidade de cada um dos elementos químicos, etc., etc., etc., inclusive no fluido cósmico universal, na poeira das estrelas e na mais insondável vastidão do Infinito; e, como “o que há embaixo é como o que há em cima” (Hermes Trimegistos), Deus existe também nas menores partículas de nosso corpo físico, de nosso corpo espiritual, e de nosso Espírito-Essência: nas menores tanto quanto nas maiores!

Sim! Deus existe em cada uma dessas coisas e em todas as outras que eu não citei, porque fora de Deus (e de Sua atuação) nada existe!

A felicidade verdadeira e duradoura está em percebermos isto: Fora de Deus nada existe! Portanto, como ensinou Jesus, Deus está também “dentro” de nós!

Embora Deus esteja em tudo, tudo não é Deus; pois somos Suas criaturas e somos sustentadas pelo Seu Amor. Então, poderia alguém argumentar, é o Amor de Deus que está em tudo e não Deus! Mas, a Grande Verdade, meu amigo, é que Deus é Amor e se o Amor de Deus permeia e sustenta a Vida (existência) do Universo fazendo-se presente em tudo o que existe, podemos afirmar, sem medo de errar, que Deus está em toda parte, presente no íntimo mais íntimo de todas as Suas criaturas.

Recorramos, para exemplificar, aos raios do Sol (como o Amor é um Raio de Deus): cada raio do Sol tem em si, em forma latente, todas as qualidades do próprio Astro-Rei, porém, se juntarmos todos os seus raios não teremos o Sol, que transcende seus próprios raios gerados à sua própria imagem e semelhança. Assim também é Deus, o Imanifestado, presente em toda forma manifestada de Si mesmo.

Você já experimentou a felicidade de viver isto?

 

 

 

12

 

A queda do homem e outros símbolos

 

 

Vemos, na Bíblia, como se deu a “queda” do homem. No simbolismo bíblico esta “queda” é relatada em uma parábola: A desobediência de Adão e Eva.

Antes de “pecarem” estavam “vivos” ( “A Vida era a Luz dos homens” -Jo. 1:14) e viviam no “Paraíso”, ou seja, na Presença de Deus Em Si (Divina Presença!). Após o simbólico “pecado” eles “morreram”, perderam a “consciência” da Luz que havia neles e, por isso, foram “expulsos” (ou, “expulsaram-se” a si próprios) da Presença de Deus ou “Paraíso”.

Mas, “como” se deu esta “queda”? Prestemos atenção em alguns “símbolos” importantes para a compreensão desta “parábola”: a “serpente” simboliza “satanás” que significa, literalmente, “antagonista”. Vejamos bem, Moisés, o autor deste livro bíblico, cujo sogro (Jetro) foi um importante sacerdote egípcio, conforme relato da própria Bíblia, não diz neste livro intitulado “Gênesis” que a serpente e satanás são a mesma pessoa ou símbolo; de fato, isto só é revelado no Livro de Jó, capítulo I, e no Apocalipse (Revelação) de João. Mas a verdade é que a “serpente” e “satanás” são uma referência à astúcia ladina da “personalidade”, a verdadeira “antagonista” que, quando enceguecida pela ilusão da matéria, cria obstáculos à “evolução” do espírito para Deus.

O “Paraíso” é figurado na “presença ativa” (Divina Presença!) de Deus em Adão e Eva, ou seja, a Sua criação; a “expulsão” (perda da condição anterior) do “Paraíso” é simbolizada por uma simples “desobediência”, ou seja, descumprimento da “Vontade” de Deus (“Meu alimento é fazer a Vontade de meu Pai” -Jesus); a “morte” (“Se comeres do fruto desta árvore, morrereis” -Gn. 3:3) de Adão e Eva foi apenas a “perda de sintonia interna” com Deus (“O reino de Deus está dentro de vós” -Jesus), a transformação da “presença ativa” na “presença passiva” da Divindade na “condução” (“Faça-se a Sua Vontade e não a minha” -Jesus) daquele espírito. Portanto, Adão e Eva “morreram” apenas no sentido da “perda” da consciência de Deus-Em-Si (“Deixai aos mortos o dever de enterrar os seus mortos” -Jesus) pois Adão viveu centenas de anos no corpo físico após este episódio (segundo a Bíblia, morreu com 930 anos).

E quanto a nós, quem dirige nossas vidas (existências)? Satanás (a personalidade) ou Deus (a Divina Presença Em Nós)?

 

 

 

13

 

 

Seguir Jesus

 

 

 

Todos nós, ao longo de todos os anos de nossa vida, consciente ou inconscientemente, estamos seguindo Jesus.

Apesar de muitos tropeços, muitos desenganos, apesar de muitas vezes nos deixarmos enganar pelo brilho faustoso das ilusões do caminho, sempre que retrocedemos à nossa razão, voltamos a encetar aquele objetivo original: seguir Jesus.Em nossa caminhada, muitas vezes temos notícias de pessoas que estão bem à nossa frente neste caminho, inúmeras outras caminham conosco, e muitos milhares ainda se encontram em nossa retaguarda: quanto aos que estão à nossa frente, podemos, para nos auxiliar em nossa caminhada, seguir-lhes o exemplo; quanto àqueles que estão caminhando conosco, podemos oferecer-lhes, para auxiliá-los em sua caminhada, a nossa boa vontade, a nossa fraternidade sem-limites, a nossa cooperação de todos os minutos; e quanto àqueles que estão à nossa retaguarda, temos a obrigação cristã de estender-lhes a mão.

Seguir o Cristo não é prova esportiva de olimpíada ou competição vulgar, seguir o Cristo é dever moral de todos os cristãos. Aquele que tem a soberba ilusão de lá chegar primeiro ou antes dos seus companheiros de caminhada, está tristemente enganado quanto à natureza e objetivos dos ensinamentos do Mestre que ele procura. Jesus nos ensinou a fraternidade maior do amor ao próximo como a nós mesmos e do amor a Deus sobre todas as coisas; João, o evangelista, nos alertou que é impossível amar a Deus sem amar ao nosso próximo; Francisco de Assis ratificou essa expressão, dizendo:

- “É dando que se recebe”.

Portanto, nós, que nada temos de nós mesmos, pois tudo recebemos de Deus, até mesmo nossas vidas (existências), somos canais da Força Maior que o Senhor, o Criador de Todas as Coisas, nos outorgou.

Procuremos auxiliar a nós mesmos descobrindo Deus em nosso interior e, posteriormente, auxiliar nossos irmãos de jornada evolutiva a descobrirem-No também onde Ele existe e sempre esteve, esperando por Suas criaturas, ou seja, dentro deles próprios.

É esta a verdadeira tarefa e missão que compete a cada um de nós vivenciar e executar.

 

 

 

14

 

 

Colaborando com Deus

 

 

 

Podemos auxiliar essas imensas legiões de criatuars que procuram, ávida e inconscientemente, o Mestre, trazendo-as até nós através de demonstrações sinceras e inequívocas de amor ao próximo... Não incutindo-lhes a nossa filosofia particular, enfiando-lhes garganta abaixo os nossos dógmas ou obrigando-os a aceitar os nossos princípios de fé: demonstraremos sinceramente o nosso amor quando formos capazes de amá-los incondicionalmente, sem nada esperar em pagamento. Nesta situação, até mesmo e principalmente quando o nosso irmão possui crenças divergentes da nossa, pontos de vista conflitantes com os nossos, seremos capazes de amá-lo, de exemplificarmos o amor que sentimos por ele, não por suas crenças, não pelos seus pontos de vista ou pelos seus atos exteriores, isto é, não pela casca que ele apresenta, mas pelo conteúdo divino, pelo fruto que está dentro da casca, pela essência, pelo espírito que foi criado por Deus e que é nosso irmão.

Assim, estejamos sempre prontos a dar o nosso testemunho de amor ao Senhor seguindo-O como faziam, há dois mil anos atrás, as multidões da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia e d’além do Jordão. E assim, seguindo-O, estaremos praticando os ensinamentos que Ele nos ofertou, testemunhando a todo instante que somos Seus discípulos através das muitas provas que somos capazes de oferecer a cada momento, isto é, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Jesus, pois, como Ele mesmo ensinou, é o Caminho, a Verdade e a Vida: sigamo-Lo ainda hoje e para sempre, se quisermos chegar a algum lugar!... Sim! Jesus, o porta-voz do cristo Interno que em todos nós habita traçou-nos o roteiro, o Caminho que conduz à Verdade que leva a Deus... Já reparou que Jesus não se dedicava a rituais ou cultos exteriores? Mesmo sendo judeu e participando ativamente da religião de seus pais desde o Seu nascimento até a morte, e mesmo sendo a religião judaica essencialmente ritualista, Jesus se dedicava ao culto interno ao Deus-Íntimo com Suas constantes orações, Sua união com Deus-Em-Si.

Quem quiser seguir Jesus, deverá imitá-Lo também nisto...!

 

 

 

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Seguindo Deus-Em-Si

 

 

 

Seguindo os ensinamentos que Jesus nos ofertou estaremos seguindo os ensinamentos d’Aquele com o qual Ele é Uno, a Divina Presença, a Centelha Divina, o Deus Interno (Entheos), o Cristo Íntimo que habita em Jesus tanto quanto habita em cada um de nós, do qual Jesus se fez porta voz excelente pela sua pureza e evolução espiritual; é por isto que o Mestre afirmou em certa oportunidade que poderíamos fazer tudo o que Ele fazia e ainda mais; porque na mesma medida que Ele possui o Cristo Íntimo dentro de Si nós o possuímos também. Porém, para realizarmos tudo o que o nosso Mestre realizou e ainda realiza nos planos sutis da Espiritualidade Superior, é necessário nos vestirmos com a túnica branca da pureza e da perfeição espiritual, a mesma túnica alvíssima que Jesus envergou e ainda enverga e que Lhe possibilitou ser o “porta-voz” ou “médium” (intermediário/canal) de Deus para todos aqueles que O amam e que O buscam “dentro” e “fora” de si.

É esta Divina Presença ou Cristo Interno, o terceiro aspécto da Divindade em Sua manifestação no universo criado, o Filho Unigênito do Pai (“Verbo” ou “Vibração Original” do Amor de Deus) que habita no coração de cada um de nós! E esta Divina Presença habitava também em Jesus e é d’Ela que o homem Jesus se fez canal fiel e amantíssimo entregando-se até mesmo ao Supremo Testemunho para atestar a Sua fidelidade ao “Pai” onde seu espírito foi gerado.

Importa que todos nós voltemos a nossa atenção ao nosso íntimo, ao compartimento mais sagrado de nós mesmos, ao jardim florido e perfumado onde as mais belas flores brotadas do Amor de Deus-Em-Nós exalam o delicioso perfume da pureza e perfeição espiritual... Nesse Éden Interno habita Deus eternamente em nossa presença. Para que possamos Ter consciência de que Deus habita “dentro” de nós, nesta câmara sagrada de nossos corações, é a maior felicidade a que uma criatura pode almejar; é este também o maior e mais perfeito alimento que fortalece nossa saúde espiritual e ilumina nossa existência no mundo.

 

 

 

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Trajetória

 

 

 

Milhares de criaturas da Terra, ainda hoje em dia acreditam que Jesus tenha sido derrotado por aqueles que O crucificaram há dois mil anos. Não conseguiram compreender que o grande ensinamento do Mestre é de nos vencermos a nós mesmos (nossa personalidade), o nosso egoísmo, o nosso orgulho, a nossa vaidade, todo sentimento de supremacia sobre nossos irmãos; porque somente em nos transformando em servidores de todos é que conseguiremos conquistar, dentro de nós mesmos, o “reino” dos céus: o caminho é o amor incondicional a todos os seres vivos da natureza, inclusive os nossos inimigos, aqueles que nos ofendem, que nos caluniam, que nos perseguem, e que não são capazes de nos compreender; porque é somente dando o nosso testemunho pessoal, amando a essas criaturas verdadeiramente, é que estaremos dando provas irrefutáveis que somos seguidores do Mestre.

Na sua trajetória de luz sobre a Terra o Mestre não apenas ensinou com palavras, que posteriormente foram transcritas nos evangelhos que narram os Seus feitos, mas, principalmente, ensinou-nos com o Seu exemplo: desde a transformação da água em vinho, nas bodas de Caná, passando pelo atendimento fraterno na cura aos sofredores de todos os matizes, pela multiplicação do pão material que saciou a fome de milhares de pessoas, até as diretrizes imorredouras do Sermão da Montanha, e culminando com o grande exemplo de resignação diante da Vontade de Deus, entregando-Se sem revolta, sem acusações, sem repreensões, sem admoestações, aos verdugos que, não contentando em fazê-Lo prisioneiro de sua ambição e poder temporal, O pregaram na cruz.

Sua trajetória foi sempre a do amor sem-limites, a Deus e ao próximo, exemplo que todos nós devemos seguir se quisermos, realmente, ser salvos. Mas, salvos de que? Salvos da ambição que corrói os nossos mais nobres sentimentos; salvos do egoísmo que nos transforma em tiranos de todos aqueles que nos amam e aos quais mais amamos; salvos do orgulho que nos torna cegos, surdos e mudos diante da realidade espiritual em que verdadeiramente estamos situados... Enfim, salvos de nós mesmos!

 

 

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Subindo o “Monte”

 

 

 

Podemos dizer que Jesus, em Sua trajetória terrestre, desde o Seu nascimento numa estrebaria de Belém, através de Suas pregações e exemplificações, foi escalando uma montanha de luz, distanciando-Se, portanto, da maioria das criaturas que se mantinham embaixo, vibratoriamente falando, dominadas pelos instintos animalescos, pelas disputas vãs, pelo ódio e pela sede de vingança. E todos nós que acreditamos nas Suas palavras e na Sua exemplificação, procuramos aproximarmo-nos d’Ele, escalando essa imensa montanha que Ele venceu com suor de sangue e com o testemunho de um verdadeiro Filho de Deus.

Para seguirmos o Mestre, porém, não basta trancarmo-nos em nosso quarto, ajoelharmo-nos sobre grãos de milho e rezar o dia todo... É necessário, principalmente, que perdoemos os nossos inimigos, que ofereçamos a outra face quando nos agridem em uma, e que auxiliemos nossos irmãos, ainda envoltos nas trevas do egoísmo, em suas necessidades espirituais. E quando orarmos, devemos orar por aqueles que nos perseguem e caluniam, e se alguma coisa pedirmos para nós mesmos, deverá ser muita força moral e espiritual para conseguirmos dar um testemunho, senão semelhante ao que o Mestre deu, pelo menos o testemunho que está ao nosso alcance na medida de nossas forças íntimas.

Ninguém poderá aproximar-se de Jesus farto de todas as emoções egoístas dos instintos físicos, nem mesmo com o estômago estufado de saciedade diante de tantos famintos, e muito menos ainda reconhecido e aplaudido pelo mundo, quando o nosso próprio Mestre foi vaiado, cuspido, açoitado e crucificado.

Quer aproximar-se do Mestre também? Pois suba a Montanha de Luz que Ele subiu e exemplifique a Doutrina que Ele pregou.

Não obstante haver subido a um monte (de pedras), Jesus jamais se distanciou fisicamente das multidões. Observando-lhes a necessidade de auxílio e amparo, traçou-lhes o roteiro mais luminoso e belo que o mundo tem notícia: o Sermão da Montanha!

 

 

 

 

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Roteiro

 

 

 

Jesus traçou o roteiro e advertiu:

-“O reino de Deus está dentro de vós”, cabe a cada um de nós encontrá-Lo.

Mas... o que é o “reino” de Deus? Reino é o lugar onde habita o “rei”. E quem é o rei? O “rei” que habita no “reino sagrado de nossos corações” é Deus!

O Sermão da Montanha ainda hoje é aplaudido até mesmo pelas religiões não-cristãs, que reconhecem nele o roteiro de luz capaz de iluminar e converter os corações mais endurecidos. E nós, que nos dizemos cristãos, temos alguma vez parado para ouvir os ensinamentos que saem da boca do Mestre? Eis que o Mestre está sobre o Monte a traçar o roteiro que devemos seguir:

- “Felizes os mendigos do Espírito, porque deles é o reino dos céus; felizes os que choram, porque serão consolados; felizes os mansos, porque eles herdarão a Terra; felizes os famintos e sequiosos de perfeição, porque eles serão satisfeitos; felizes os misericordiosos, porque eles obterão misericórdia, felizes os limpos de coração, porque eles verão a Deus; felizes os pacificadores, porque eles serão chamados Filhos de Deus. Felizes os que forem perseguidos por causa da perfeição, porque deles é o reino dos céus. Felizes sois, quando vos injuriarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa; alegrai-vos e exultai, porque é grande vosso prêmio nos céus, pois assim perseguiram aos profetas que existiram antes de vós.

“Vós sois o sal da Terra. Se o sal se tiver tornado insípido, como se poderá restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser jogado fora e pisado pelos homens.

“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; e ninguém acende uma vela e a coloca debaixo de um balde, mas no castiçal; e assim ilumina a todos os que estão na casa.

“De tal modo brilhe a vossa luz diante dos homens, para que eles vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” –Mt. 5:3-16.

 

 

 

 

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Fazendo como Ele fez

 

 

 

Do alto do monte, o Senhor traçou programas de fraternidade sem-limites, de auxílio mútuo desinteressado, de amor sem exigências, de cooperação sem censuras, e de perdão sem humilhação aos fracos que ainda  se deixam envolver pelos nevoeiros do erro. Os que ali estavam presentes jamais esqueceram as Suas mensagens; Seus seguidores se transformaram em grandes benfeitores do povo e jamais se enclausuraram em suas virtudes para defenderem-se das paixões violentas da multidão; pelo contrário, misturaram-se à massa, tal como o seu Mestre, e fazendo-lhes todo o possível ao seu alcance, ofereceu-lhes exemplos de edificação espiritual, de educação moral e de trabalho nobilitante.

Depois de ouvirmos os ensinamentos do Mestre no Monte, perguntemo-nos se temos praticado o que Ele nos ensinou. Temos dado atenção aos mendigos do Espírito, lembrando-nos de que é “deles” o reino dos céus e esforçando-nos para sermos como eles? Temos procurado socorrer e consolar aos que choram, lembrando-nos de que Jesus classificou-os como “felizes”?

Segundo o dicionário, “manso” significa “de gênio brando ou índole pacífica; bondoso; pacato; sereno; sossegado; tranqüilo; quieto; domesticado”. Será que temos procurado nos comportar dessa maneira em todas as situações da vida? Jesus nos asseverou que os “mansos” herdarão a Terra...

E quanto aos traídos, injuriados, caluniados, desprezados e perseguidos pelo mundo, lembremo-nos de que Jesus também os classificou como “felizes”, dizendo que os famintos e sequiosos de perfeição serão satisfeitos.

E quanto aos “misericordiosos” (você se considera um deles?) Jesus prometeu-lhes misericórdia... E os “limpos de coração”, esses (e somente esses) verão a Deus! Quanto aos “pacificadores”, tão incompreendidos pelo ânimo sedento de violência, Jesus disse que eles serão chamados “Filhos de Deus”. E aos que sofrem perseguição por causa de sua busca obstinada pela perfeição espiritual, Jesus disse que deles é o “reino dos céus”.

E disse ainda mais o Mestre... Afirmou que quando todos nos injuriarem e perseguirem, e mentindo disserem todo o mal contra nós por causa d’Ele (o Cristo Interno/Pai/Divina Presença-Em-Nós), exultemos de alegria, porque será grande o nosso galardão nos céus.

 

 

 

 

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Exemplificando

 

 

 

Se você  se sente triste e infeliz diante das tribulações da vida, talvez não esteja preparado ainda para ser um verdadeiro seguidor do Messias; porém, não basta apenas nos sentirmos fortes e felizes diante dos desafios que o mundo nos apresenta a cada momento, é necessário também ser o sal da Terra, isto é, exemplificar e testemunhar a todo instante os ensinamentos do Mestre que o seu coração elegeu para seguir. E ainda mais, é necessário também ser a luz do mundo, iluminando a todos os que estão à nossa volta através da retidão de caráter, nobreza de sentimentos e coerência de atitudes.

E então, diante de todos esses ensinamentos do Mestre, será que ainda podemos, em sã consciência, nos considerarmos “cristãos”? Lembremo-nos de que “cristão” é aquele que manifesta a Luz Divina (terceiro aspécto da trindade) dentro de si; é também aquele que não oculta a Luz Divina sob o alqueire (alqueire é extensão de terra, barro; alusão à matéria da qual o nosso corpo físico foi formado) e a coloca bem alto, acima do velador (acima do “pensamento”, que é o que mantém o homem em “vigília”, ou seja, na mente; o que ilumina a mente do homem é a “consciência” de ser, em essência, divino). Agindo desta maneira, não estaremos nos limitando apenas a repetir da boca para fora o roteiro que “deveríamos” seguir com nossos pensamentos, emoções, palavras e ações... Estaremos exemplificando, através de nossos atos mais comezinhos diante da vida, os ensinamentos de nosso Mestre.

É muito importante para todos nós o exercício diário de tudo aquilo que nosso Mestre nos ensinou... A essência de Seu ensinamento é o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a simesmo. Como sabemos que Deus se encontra presente na essência de tudo o que existe no Universo, pois “fora” de Deus nada existe, torna-se bastante claro que o verdadeiro seguidor de Cristo deve “amar” a tudo o que existe no Universo... Mesmo aquilo que, para nós, aparentemente, não possui Vida (Deus).

Amando a tudo o que existe como forma manifestada no Universo, estaremos, conseqüentemente, amando a Deus sobre todas as coisas, pois que Ele, o Imanifestado, se encontra presente na essência de todas as coisas manifestadas, vivificando-as.

 

 

 

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Testemunhando

 

 

 

Jesus não se limitou a “ensinar” a Sua luminosa Doutrina: o Supremo Mestre dos mestres exemplificou em atos, palavras, emoções e pensamentos todos os Seus ensinamentos provando-nos que é perfeitamente possível praticá-los.

Para ensinar que são “felizes os mendigos do Espírito”, fez questão de nascer em absoluta penúria em singela manjedoura. Não se tem notícia de que tenha freqüentado escolas importantes e é certo que não pertenceu aos templos de formação judaica que preparavam os rabinos da religião. À certa altura de Sua vida asseverou que “os pássaros do céu têm seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem uma pedra onde possa recostar a cabeça”.

Para afirmar que os mansos são bem-aventurados suportou a coroa de espinhos, aceitou uma cana quebrada por cetro, carregou a própria cruz e permitiu que lhe pregassem no madeiro da ignomínia.

Para asseverar que os que têm fome e sede da perfeição de Deus são bem-aventurados e serão saciados, Ele mesmo foi vítima de todas as injustiças, ofensas, perseguições, achincalhes, mas ressuscitou venturoso no terceiro dia e continuou Sua tarefa de esclarecimento e orientação dos discípulos.

Para afirmar que os misericordiosos são bem-aventurados, Ele mesmo teve misericórdia de Seus verdugos ao dizer do alto da cruz:

-”Pai, perdoa-os, eles não sabem o que fazem”.

Para dizer que os limpos de coração são bem-aventurados e verão a Deus, deu sobejas provas de Sua extrema pureza e afirmou:

- “Eu e o Pai somos Um”.

Para asseverar que os pacificadores são “felizes e bem-aventurados e serão chamados Filhos de Deus”, entre muitas outras coisas, ensinou a Simão Pedro que devemos perdoar setenta vezes sete vezes as ofensas recebidas.

E para garantir que os que sofrem perseguição por causa da “justiça” (a palavra justiça, traduzida do grego, tem o sentido de “justeza”, “perfeição”) são bem-aventurados, porque deles é o reino dos céus, Ele mesmo se expôs a todo tipo de perseguição injusta, se deixou pregar na cruz, ressuscitou dos mortos e elevou-se aos céus em espírito para herdar as glórias do Pai.

Para afirmar que somos “felizes” quando nos injuriarem e perseguirem e, mentindo disserem todo o mal contra nós por causa d’Ele, e dizendo para que nos alegrássemos porque será grande o nosso prêmio nos céus, porque assim também perseguiram aos profetas que vieram antes de nós, Ele mesmo se deixou imolar; porém, é sabido que ascendeu aos céus e herdou a Terra.

Seus maiores discípulos seguiram o mesmo caminho: João Batista foi decapitado; Paulo foi degolado; Simão Pedro crucificado de cabeça para baixo; Estêvão, apedrejado; os discípulos da primeira hora se tornaram tochas vivas nos circos e alimento de feras insaciáveis.

E nós? Será justificado o nosso desejo de conforto, segurança e saciedade? Foi este o exemplo que o Cristo nos deu? Será que não compreendemos ainda a função da dor na educação e redenção do espírito imortal?

 

 

 

 

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Redenção

 

 

 

Quando estivermos passando por atribulações, não reclamemos nem lancemos acusações aos quatro ventos; antes, lembremo-nos de que somos bem-aventurados e que somente desta forma seremos consolados.

É esta a maneira mais rápida e eficiente para conquistarmos a nossa própria redenção e conseqüente iluminação e colaborarmos de forma preciosíssima para com a redenção e iluminação da sociedade em que vivemos. Viver os ensinamentos de Cristo através de Jesus parece ser atemorizante para muitas pessoas que talvez não tenham atingido ainda a necessária maturidade espiritual para dar um passo de tamanha grandeza e responsabilidade em sua própria jornada evoluiva, mas, com certeza, é algo indescritivelmente gratificante e consolador para tantos quantos resolverem que é chegada a hora de mergulhar em seu próprio íntimo e “comungar” com a Luz-Crística ou Divina Presença que ali reside e converter em obras dígnas desta “comunhão” todos os seus pensamentos, palavras,  atos e emoções, tendo “consciência” de que está eternamente na “presença” de Deus-Em-Si.

No pórtico do oráculo de Delphos, na Grécia antiga, havia uma inscrição que desafia a compreensão do homem “moderno”:

- “Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás a Deus, de onde surgiste”; muitos, para justificar a sua incompreensão diante de tais palavras tão claras, alegam que aquele povo era politeísta, mas aquele que chegou a compreender a Verdade “dentro” de si é capaz de decifrar este enígma.

Você já parou para pensar como será a Terra redimida quando a profecia do Mestre se realizar? Disse Ele que os mansos herdarão a Terra, e então não teremos mais:

• Disputas vãs;

• Crimes premeditados;

• Assasinatos frios;

• Ofensas morais;

• Desrespeito às leis estabelecidas;

• Desentendimentos com vizinhos ou colegas de trabalho;

• Desacato às autoridades constituídas;

• Roubos;

• Estupros;

• Indiferença à miséria, à ignorância e ao desemprego;

• Preconceitos de cor, de raça ou de crença;

• Mendigos andando pelas ruas e implorando a caridade às portas.

Não mais pobreza, prostituição, analfabetismo, calúnias, comentários maldosos, e nem malquerença, ódio e desamor entre as criaturas.

 

 

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A Terra Redimida

 

 

 

A Terra redimida onde o amor, a igualdade e a fraternidade imperará entre os homens será bem um paraíso terrestre; porém, é importante que reflitamos nesta questão essencial:

- “A Terra redimida será habitada por espíritos redimidos”.

A cólera, a fúria, o descontentamento, a agressividade e todas as maneiras de se atentar contra a liberdade de outrem serão expulsos da Terra... Então se realizará a profecia do Anjo (mensageiro) que apareceu em sonhos a José (Mt. 1:21):

- “Ele salvará seu povo dos pecados deles”.

Portanto, aqueles que não se enquadrarem nos critérios estabelecidos pelo Mestre, não poderão habitar a Terra. Você gostaria de conhecer a Terra redimida? Comece, então, a lutar por esse ideal ainda agora; porém, não basta apenas pregar: é necessário viver, exemplificar, testemunhar os ensinamentos do Mestre dos mestres. Comece na tua casa, entre aqueles que vivem mais próximos de você, depois expanda para a tua rua, para o teu bairro, para a tua cidade, para o teu Estado, para o teu País, para o teu Continente, para o teu Hemisfério, enfim, para o teu Planeta inteiro... e, quiçá, para todo o Universo!

Jesus conta com você, comigo, e com todos aqueles que estiverem dispostos a se tornarem Seus soldados na luta pela implantação do Seu reino sobre a Terra. Porém, o nosso lema não é de violência, lembre-se de que Jesus é o “Cordeiro” de Deus.

Sejamos, pois, mansos e pacíficos, e tenhamos a certeza de que herdaremos a Terra; porém, antes de herdarmos a Terra redimida é necessário, primeiro, redimi-la, conquistando-a com as ferramentas de trabalho e as armas de luta que Jesus nos afertou: o amor a Deus sobre todas as coisas e o amor ao próximo como a nós mesmos. Assim fazendo estaremos conquistando e redimindo ambas as terras: o nosso corpo físico que, segundo a Bíblia, foi feito do barro da terra que, então, passará a ser obediente e submisso ao nosso governo espiritual; e o planeta Terra que, então, passará a ser obediente e submisso ao governo espiritual de Jesus.

E então, não vale a pena tentar? Comecemos por nós mesmos e estendamos a nossa “conquista” a todo o Universo! Deus espera por nós “dentro” e “fora” de nosso Ser!

 

 

 

 

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Compaixão

 

 

 

Te atemoriza a ingratidão de antigos companheiros?

Atiram-te na face calúnias e desprezo, indiferença e inimizades gratuitas?

A ignorância te desonrou o nome e roubou-te a paz?

A estupidez te assaltou em pleno dia?

Estás ameaçado de morte pelos interesses mesquinhos do mundo?

Nem mesmo os mais íntimos conseguem compreender-te o coração?

Não te aborreças nem te revoltes: Compaixão para eles! Não adianta discutir ou competir com o mundo. Os valores que esposas na alma não têm cotação definida nas bolsas de valores do mundo. Resigna-te e aproxima-te mais dos ensinamentos de Jesus: Só Ele consolará o teu coração angustiado.

Se queres realmente segui-Lo, lembra-te: Ele afirmou que são “felizes os misericordiosos, porque eles obterão misericórdia”. Seja misericordioso para com aqueles que ainda se debatem nas trevas dos interesses mesquinhos; que só enxergam o próprio umbigo; que só se preocupam em locupletar de alimentos o próprio estômago, de saciar a todo custo a volúpia dos desejos carnais e em amealhar tesouros nos bancos do mundo que lhes garantam segurança e tranqüilidade para o futuro, semelhantemente à parábola do rico insensato descrita no Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas (12:16-21):

- “E propôs-lhes uma parábola, dizendo: De certo homem rico, a terra era fértil, e ele raciocinava consigo dizendo: que farei, pois não tenho onde recolher meus frutos? E disse: Farei isto: derrubarei meus celeiros e construirei maiores, e aí guardarei toda a colheita e meus bens. E direi à minha alma: Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos: repousa, come, bebe, alegra-te. Mas Deus disse-lhe: Insensato, esta noite te pedirão de volta tua alma; e as coisas que preparaste, para quem serão? Assim é o que entesoura para si, não enriquecendo para com Deus”.

 

 

 

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Piedade!

 

 

 

Portanto, meu amigo, apieda-te de todos aqueles que descansam nas almofadas macias da ilusão, desviam-se pelos caminhos atraentes do prazer desmedido, e dormem à beira da estrada saciados e confiantes na tranqüilidade do futuro, e lembra-te: o futuro pertence a Deus!

Não os condene, pois; colabora humildemente na sua instrução, esclarecimento, e ajuda-os serenamente a romper de livre e espontânea vontade a frágil casca de ilusão a que se encontram acrisolados; não lhes imponha seus conceitos religiosos ou filosóficos e exemplifique a tua fé auxiliando-os desinteressadamente.

Pois somente assim, sendo misericordiosos para com aqueles que ainda estão perdidos nos nevoeiros densos do erro, alcançaremos misericórdia também para com os nossos inumeráveis defeitos e fraquezas. A diferença de nós para com eles é que já vislumbramos a Luz do Cristo a brilhar no fim do túnel; sendo misericordiosos para com eles, tenhamos a certeza de que também nós alcançaremos misericórdia.

A Luz do Cristo (Divina Presença!) brilhando de forma intermitente dentro de nosso coração, no nosso íntimo mais íntimo, nos convida a sintonizar com a Sua Vibração Divina e por ela filtrarmos todos os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações; uma vez feito isto, o nosso próximo passo será procurá-La no íntimo mais íntimo de nosso próximo, servindo-o e amando-o como a nós mesmos.

Primeiramente tenhamos a certeza de que a única e verdadeira “lei” que devemos seguir é a “lei de Deus”, gravada no íntimo da consciência (Divina Presença!) de cada um; certamente que devemos respeitar a lei dos homens e colaborar na medida das nossas forças para semear o bem em nossa comunidade. Porém, sabemos que Deus é todo justiça (justeza/perfeição) e bondade e ensinou-nos o Mestre que em primeiro lugar devemos buscar o reino de Deus, na justeza (perfeição) do Seu caminho, e tudo o mais nos será dado por acréscimo.

 

 

 

 

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A Lei do Mestre

 

 

A “lei” que Jesus deixou entre nós é de “amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, portanto, no cumprimento desta “lei mágna” de Jesus estaremos nos esforçando para trilharmos o “caminho da perfeição”, e, neste caminho, muitas vezes sofremos perseguição por parte de todos aqueles que não nos possam compreender.

Ao contrário de nos sentirmos acabrunhados e aborrecidos por isso, lembremo-nos de que Jesus afirmou que seremos felizes quando sofrermos perseguição por causa de nossa luta pela perfeição (justiça/justeza/perfeição); e ainda enfatizou que o reino dos céus é daqueles que sofrem essa perseguição. Portanto, se nos consideramos cristãos e não temos feito nada que justifique nossa condição de discípulos do Evangelho, talvez estejamos desviados do caminho reto...

Seremos “felizes” todas as vezes que estendermos o nosso auxílio aos pobres e infelizes do caminho; todas as vezes que consolarmos os que choram; todas as vezes que nos armarmos de mansidão para enfrentarmos os equívocos do mundo; todas as vezes que tivermos fome e sede de justiça (justeza/perfeição); todas as vezes que nos fizermos misericordiosos para com as desgraças e desenganos alheios; todas as vezes que nos fizermos limpos de coração e, ao mesmo tempo, nos irmanarmos com os sofredores. Seremos bem-aventurados e felizes também quando nos fizermos pacificadores, asserenando o nosso próprio íntimo e semeando a paz que sustém a expansão do mal e do caos no meio em que vivemos, em nosso próprio íntimo e no coração do nosso próximo.

E quando estivermos agindo dessa maneira, testemunhando os ensinamentos que recebemos do nosso Mestre, certamente que seremos injuriados e perseguidos, odiados e incompreendidos, e então, seremos bem-aventurados pelo Cristo Interno (Divina Presença), faremos jus à nossa natureza de Filhos de Deus (para uma melhor compreensão, “filhos” da Luz Crística, terceiro aspécto de Deus, onde fomos gerados) e herdeiros do Seu reino (o “reino” de Deus é o local sagrado de nossa essência espiritual, onde Ele habita; o “Paraíso” que conquistaremos quando de nossa “comunhão íntima” com Ele); porque então, e somente então, estaremos sendo o “sal” da Terra e a “luz” do mundo.

 

 

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Sal

 

 

 

Jesus usou sabiamente a expressão “sal da Terra”; você já refletiu sobre o que Ele quis dizer com essas palavras? O que vem a ser o “sal”? O sal é o tempêro que empresta “sabor” aos alimentos; sem ele os alimentos ficam “insôssos”, sem um diferencial que lhes “realce” o sabor... Ficam mais ou menos “semelhantes” entre si, com um “sabor parecido”, “iguais”... O “sal” é que lhes faz diferentes, realçando mais e melhor o “sabor” de cada um. Semelhantemente é o “Espírito” o “sal” do mundo, pois quando o Espírito se torna “insôsso” o homem passa a agir como se fosse um animal irracional, dominado pelos instintos e vencido pelas tentações atrativas do mundo... Por possuir em seu “íntimo mais íntimo” a “Luz Crística” (Divina Presença) o Espírito é também a “luz” do mundo, isto é, pela sua “sintonia” com o Cristo Interno, espanta as trevas de seu redor e colabora na construção do “reino” de Deus “dentro” e “fora” de si.

O sal é o tempêro indispensável que dá sabor aos alimentos; da mesma forma, Jesus comparou os Seus discípulos ao sal para que eles transformem a humanidade da qual fazem parte. O homem que se tornou sal da terra é diferente do homem que ainda não se deu conta de sua filiação divina e dos imensos compromissos que o prendem ao destino do mundo.

Assim como o sal transforma o alimento, o homem que se transformou em sal da terra transforma a humanidade à sua volta para melhor: onde existe trevas, ao invés de condenar a escuridão, acende uma luz; onde existe ódio, em vez de pactuar com o desamor, reequilibra as emoções; onde existe o sentimento de vingança, não se associa à indiferença e retempera o equilíbrio; onde existe dor, consola; onde existe aflição, reanima; onde existe medo, incentiva; onde existe ignorância, educa e esclarece; onde existe o egoísmo, serve em silêncio; onde existe a vaidade, eleva o pensamento a Deus e ora; onde existe o orgulho, se humilha e ama.

 

 

 

 

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Luz

 

 

A “arma” do verdadeiro seguidor de Jesus, o “médium” ou “canal”  do Cristo-Interno (Divina Presença ou Deus-Em-Si), é o perdão; seu “escudo” a humildade; seu “discurso” é sempre o amor.

Sem jamais condescender com a desarmonia e o desentendimento em qualquer setor da vida, age sempre em silêncio para o benefício de todos. Este homem renovou-se a si próprio e se prepara para colaborar na renovação do mundo: ele é o sal da terra a que Jesus se referiu.

Portanto, se queremos seguir o Mestre, ofereçamos, da essência do nosso ser, o testemunho que se converterá em tempêro indispensável para a transformação e redenção do mundo sem nos esquecermos jamais de que “na essência do nosso ser” está a Divina Presença, o Deus Íntimo, o Cristo-Em-Nós!

Todo discípulo do Mestre que já se iluminou com os Seus elevados conceitos e ensinamentos é semelhante a uma lâmpada que brilha expulsando as trevas de seu derredor e varrendo as sombras, deixando à mostra, à sua volta, através de suas ações constantes em favor do bem de todos, a suprema e sublime homenagem ao Pai Criador (o Verbo Divino).

A lâmpada brilha e ilumina, mas é alimentada pela energia da usina: Jesus é a usina geradora, a energia é o Evangelho, e o fio condutor que sustenta a lâmpada é o pensamento elevado do discípulo sincero. Existe, portanto, perfeita afinidade entre a lâmpada e a usina, tanto quanto entre o discípulo e o Mestre.

Se um aprendiz do Evangelho é semelhante a uma luz a iluminar o caminho, uma reunião de discípulos se equipara a uma cidade iluminada; e a união entre todos os cristãos, sejam católicos, espíritas, protestantes ou de qualquer outra confissão religiosa, é capaz de oferecer luz suficiente para iluminar a Terra.

É interessante observar que quando Jesus afirmou: - “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte” (mt. 5:14), muitos se esqueceram de compulsar o Evangelho Segundo João, 1:4-5, que diz:

- “O que foi feito n’Ele (no Verbo/Pai) era a Vida (terceiro aspecto da Manifestação Divina, o “Filho Unigênito”), e a Vida era a Luz dos homens (Divina Presença, Deus Íntimo ou Cristo-Interno); e a Luz resplandece nas trevas (da ignorância, da morte, do “Anti-Cristo”) e as trevas não prevaleceram contra ela (a Luz do Cristo-Íntimo)”.

 

 

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Candeia Iluminada

 

 

 

Antigamente as igrejas reuniam cristãos independentemente de seguirem a Cristo desta ou daquela maneira, e Jesus afirmou que onde houvessem duas ou mais pessoas reunidas em Seu nome, Ele ali se faria presente, independentemente da natureza de seus rituais ou da forma que O evocassem, e afirmou que no futuro seria “um só rebanho para um só pastor”.

Assim, cristãos amigos, armados do Evangelho (Boa-Nova) do Cristo, sigamo-Lo e amemo-nos como Ele nos amou; e façamos da Terra um Sol de claridade espiritual a lançar suas luzes pela eternidade do tempo e do espaço, e, quiçá, além deles. Jesus disse que os Seus discípulos seriam conhecidos pelo muito que se amassem: amemo-nos pois!!!...

Jesus é a usina geradora, o Evangelho a energia e nós a lâmpada: o pensamento elevado em prece é o fio condutor que traz a energia para a lâmpada e a faz brilhar; lâmpada apagada é lâmpada morta.

Unidos em afinidade e sintonia para honra e glória de Deus faremos luz suficiente para abrasar a Terra.

Jesus afirmou que há muitas moradas na Casa do Pai. Se entendermos como Casa do Pai o Universo visível e invisível no qual o Seu amor se manifesta, chegaremos à conclusão de que a Terra é apenas uma morada desta Grande Casa.

E assim sendo, todos os aprendizes que praticarem os ensinamentos do Mestre alcançarão, sem dúvida, a própria iluminação espiritual, acendendo, desta forma, a candeia vida “dentro” de si mesmos. E ainda segundo Jesus, ninguém acende a candeia e a coloca debaixo de um balde, mas no velador, e assim ilumina a todos os que estão na casa; portanto, o discípulo iluminado que pratica os ensinamentos do Mestre, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, não oculta a candeia debaixo do balde, mas a ergue bem alto, no velador, e com a sua própria existência ilumina a todos os que estão à sua volta. Agindo dessa forma ele conquista o passaporte para conhecer outras “moradas” da Casa do Pai e outros segredos do Universo Infinito e Ilimitado.

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Eu não vim destruir a Lei

 

 

 

Não é necessário gastar nem tempo e nem dinheiro em discursos intermináveis ou panfletos doutrinários que, se não contiverem a “luz própria” do testemunho daquele que o proferiu ou escreveu, apenas significará tempo e dinheiro perdidos.

É necessário que o verdadeiro discípulo demonstre a cada segundo a coerência e o testemunho do leal seguidor do Mestre; quem assim se comportar nada precisará falar ou escrever: seus próprios pensamentos e ações, comportamento enfim, serão a candeia iluminada que clareia os caminhos tortuosos daqueles que ainda perambulam pelos caminhos turvos da ignorância.

Em certa ocasião Jesus indagou de Seus ouvintes:

 - “Se me amais, porque não fazeis o que eu vos mando?”; pois então, sigamo-Lo e pratiquemos o que Ele tem nos ensinado através do seu Evangelho (Boa-Nova) de Amor. A iluminação será apenas uma conseqüência dos nossos esforços e testemunhos na expansão da lavoura do Bem.

Ergamos, pois, a Luz que em nós habita (Divina Presença) e a retiremos de sob o alqueire (referência aos instintos de nosso corpo animal) e a coloquemos no “alto do monte” (o “monte” também é feito do barro da terra, portanto é mais uma referência ao nosso corpo físico; “alto” do monte = “pensamentos”), sobre o “velador” (a “Consciência”).

Jesus, o Meigo Rabi da Galiléia, cuja vinda foi anunciada pelos maiores profetas da terra de Israel, apesar de ter vindo ao mundo em missão Divina e estar a todo instante em sintonia espiritual com o Pai Criador, respeitou as leis do mundo e as cumpriu: tanto as leis humanas quanto as leis da Natureza.

Ora, se o Cristo de Deus exaltou a Lei do Pai e se sujeitou à lei de César a ponto de pagar impostos dos quais os filhos (e descendentes) dos reis eram isentos (e Ele era da descendência do rei David), porque nós, os que nos dizemos Seus seguidores, desrespeitamos as Leis Divinas e a todo instante procuramos dar um jeitinho para trapacear as leis humanas?

 

 

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O Respeito às Leis

 

 

 

Geralmente nos revoltamos contra taxas e impostos previstos na Constituição; sonegamos direitos trabalhistas; desvalorizamos bens alheios visando obscuras vantagens pessoais em transações comerciais; não respeitamos filas; não obedecemos horários; desconsideramos placas e sinais indicativos que visam disciplinar e educar o relacionamento e intercâmbio nas ruas, nas praças, nas repartições públicas, instituições diversas e até mesmo no próprio lar.

Muitos educam seus filhos na base do “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”. Muitas vezes desperdiçamos o tempo, nosso e dos outros; não aproveitamos oportunidades de esclarecimento e disciplina; desprezamos as ocasiões de auxiliar aos nossos semelhantes na medida que nos for possível e desbaratamos as chances que a vida nos oferece de crescermos espiritualmente, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Se Jesus, o Mestre dos mestres, se submeteu aos mais comezinhos regulamentos humanos, por que nós, Seus aprendizes, infinitamente menores do que Ele, não fazemos o mesmo?

A Doutrina de Jesus, contida nos evangelhos, é o Grande Farol que nos orienta em nossa rota evolutiva na jornada terrena; tudo o que Ele disse ou fez tem um profundo significado para os aprendizes sinceros que anseiam pela possibilidade de aprender com Ele, não com o objetivo de igualá-Lo, o que seria impossível para nós neste momento da nossa evolução, mas com a intenção de seguir os Seus passos. Quando o Mestre Inigualável afirma que “até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da Lei sem que tudo seja cumprido” (Mt. 5:18), está nos alertando quanto à eficácia da Lei Divina; diz, por essas palavras, que é impossível enganar, ludibriar, corromper ou subornar a Lei de Deus a que todos nós estamos sujeitos. Segundo Ele, a lei se resume em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo: alertou que toda a lei e os profetas (ou seja, o Antigo Testamento) estão contidos nesta sentença.

Ora, isto quer dizer que toda vez que praticamos um ato, ou mesmo um pensamento, que não esteja em perfeita harmonia com esta Lei, estaremos agindo em erro. Quando Pedro desembainhou a espada e atingiu a orelha do soldado Malco, Jesus advertiu-o dizendo que quem com ferro fere com ferro será ferido. Em outra oportunidade asseverou que a cada um será dado de acordo com suas obras.

Portanto, como Deus habita “dentro” de nós, é claro e lógico que nenhuma de nossas ações escapa aos Seus “olhos” que tudo vêem... Tenhamos uma coisa em mente: Estamos sempre diante do altar da Divina Presença Em Nós!

 

 

 

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Ação e Reação

 

 

 

É fora de dúvida que toda ação desencadeia uma reação: Se a ação for boa, a reação será positiva; porém, se a ação for má, a reação será negativa. O próprio Jesus disse que não se colhe  uvas de espinheiros; um grande instrutor ensinou que a sementeira é livre, porém a colheita é obrigatória. Nós, os cristãos, acreditamos que a vida é um Grande Campo e compete a nós cultivá-lo.

Certa ocasião Jesus disse aos Seus discípulos que “a seara é grande mas os trabalhadores são poucos”. Segundo o dicionário, “seara” é “extensão de terra semeada, cultivada”; todos nós somos semeadores e colheremos segundo a qualidade da semente que plantamos. Nossos atos, emoções, palavras e pensamentos são as sementes, e da qualidade dessas sementes depende nossa felicidade na Terra e depois desta vida.

Quando Jesus afirmou que “os trabalhadores são poucos”, certamente Ele se referia a semeadores conscientes que semeiam a boa semente e constroem o reino de Deus na Terra (e em seus próprios corações).

Portanto, se a tua colheita de hoje te causa dissabores e sofrimentos, tome cuidado com o tipo de semente que você está lançando no campo da tua vida.

Faça ainda hoje uma auto-crítica e programe sua reforma íntima, selecionando, desta forma, as sementes do teu campo. E lembre-se: Sua felicidade depende apenas e tão somente de você!

Apure os ouvidos e ouça: Jesus está contando a história da tua vida: “Eis que o semeador saiu a semear...”!

 

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A cólera

 

 

 

A cólera sempre foi, é e será, o principal inimigo daquele que se esforça para seguir a Jesus: Ela revela que o nosso coração ainda sofre de enfermidades como o orgulho, a vaidade, o egoísmo e todos os seus derivados. Significa que o homem velho ainda não cedeu o seu lugar para o homem novo, e que o batismo de fogo que Jesus prometeu aos que O seguissem ainda não conseguiu purificá-lo de suas mazelas porque ele ainda não está suficientemente convertido à Doutrina do Cristo.

A serenidade, a paciência, a benignidade, serão sempre os atributos maiores dos que aprenderam os ensinamentos do Mestre e os praticam na sua vida diária.

Por que encolerizar-se e dar vazão a maus pensamentos e emoções desequilibrantes, igualando-nos a todos aqueles que ainda não conhecem o Evangelho de Jesus? Haverá no mundo alguma coisa dígna de fazer o homem retroceder nas suas conquistas espirituais?

Diante das emoções sublimadas daquele que segue a Jesus exemplificando os Seus ensinamentos e vivendo conforme o Seu Evangelho de Amor, todos os empecilhos do caminho, que procuram atrasá-lo e confundi-lo, não deverão ser levados à conta de insignificantes bagatelas? Revoltar-se contra qualquer obstáculo não será prova contundente de que ainda não absorveu os ensinamentos do Cristo

 

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Não Julgueis

 

 

 

A Grande Verdade ao alcance de todos nós é que Deus habita dentro de nós (Divina Presença) e só a Ele devemos seguir, por isto não nos é possível seguir a dois senhores: A Deus e à personalidade (antagonista, verdadeiro sentido da palavra “satanás”).

Certa vez, Jesus asseverou: “Não julgueis, para não serdes julgados”; e acrescentou: “Orai e vigiai para que não entreis em tentação”. Hoje, convém fazer uma rigorosa análise de nossos pensamentos, emoções, palavras e ações e nos perguntarmos sinceramente: “será que somos ainda tão frágeis a ponto de sermos derrotados por comezinhos incidentes do caminho? Teriam esses pequenos incidentes a capacidade de nos tirar do sério e nos desviar da rota de luz?” Não! O verdadeiro discípulo do Cristo é aquele que O segue até à morte e além dela, vivendo em todas as ocasiões (e incidentes) do seu caminho o sublime ensinamento do “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Apesar de ter vindo trazer à Terra a mais bela e revolucionária Doutrina de que se tem notícia, cujos preceitos principais ensina ao homem a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, a perdoar setenta vezes sete vezes a cada ofensa recebida e a orar pelos que nos perseguem e caluniam, Jesus não teve adversários. Os representantes do comodismo religioso, das instituições que lucram com a ignorância do povo e os que se encontravam saciados com o conforto que os bens transitórios do mundo podem oferecer, é que O tiveram por adversário de suas conquistas, muitas vezes criminosas, e de seus ideais obscuros.

Sim! A treva não é adversária da luz, uma vez que é o seu campo de ação; a luz é que é adversária da treva, por escoimá-la dos horizontes do mundo. Assim também, o discípulo sincero do Evangelho do Cristo não tem inimigos. Se alguma vez errou, nos tempos em que ainda não tinha consciência das supremas leis que regem a vida, fácil lhe é conciliar-se com todas as forças da Natureza, sejam, elas positivas ou negativas, sem que no entanto isto signifique acumpliciar-se com o erro.

 

 

 

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Inimigos

 

 

 

Se o inimigo do passado é duro e não aceita estabelecer o equilíbrio nas relações civilizadas de amizade, ainda assim, a consciência do verdadeiro discípulo do Mestre que tudo faz para afinar-se aos Seus ensinamentos permanece tranqüila por estar sempre disposto a harmonizar-se com tudo e com todos, e por fazer constantemente a sua parte em favor do bem geral.

Aquele que já se libertou das teias invisíveis que aprisionam o espírito que alimenta um ego inflamado, não possui inimigos; no entanto, ele próprio representa perigo para todas as forças contrárias à construção do Bem na Terra.  E embora reconheça o direito de opinião daqueles que se posicionam contra o seu ideal, permanece tranqüilo e sereno trilhando o caminho e exemplificando os ensinamentos que o Mestre lhe prescreveu.

Reconciliar-se com o adversário, no dizer do Mestre, significa respeitar-lhe o posicionamento que é sempre o retrato da sua consciência e maturidade espiritual. Jamais significou aplaudir-lhes os erros, incentivar-lhes a vida fútil ou acomodar-se com a preguiça e resignar-se com a cegueira de espírito. O discípulo do Mestre compreende e perdoa incessantemente, mas jamais deixa de fazer a sua parte na sustentação da paz e na manutenção do Bem comu

 

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Sintonia

 

 

 

Quem segue o caminho “sintonizado” com a Divindade que habita em si não perde tempo conferindo o “veneno”, a “profundidade” e a “agudez” das serpentes, dos pântanos e dos espinhos que a todo momento lhe ameaçam a jornada; seus olhos estão sempre ocupados “fitando” o infinito e seu coração apenas “pulsa” o Amor que recebe da Divina Presença Em Si.

Para aquele que erigiu em seu coração o tabernáculo onde habita a Divina Presença Em Si, os obstáculos do mundo não passam de testes necessários para que Ele pratique todos os ensinamentos que tem recebido de Seu Senhor ao longo desses dois mil anos de Cristianismo. O perdão das ofensas e a compreensão dos erros alheios é de fundamental importância para todo aquele que deseja continuar seguindo as vigorosas pegadas que seu Mestre deixou durante Sua passagem pela Terra.

Por este motivo, o discípulo sincero de Jesus não titubeia em perdoar de coração a todas as ofensas que recebe pelo caminho, bem como a todas as ingratidões, calúnias, injustiças, etc., que porventura batam à sua porta.

 

 

 

 

 

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Amor ao próximo

 

 

 

A partir do século V da era cristã, após o famoso Concílio de Jerusalém, quando a Igreja Católica Apostólica Romana (atual Vaticana), recém constituída, resolveu expurgar a reencarnação da Doutrina de Jesus, muitos teólogos, para não admitir e até mesmo rechaçar a idéia da “reencarnação” que se encontra a cada “passo” na Bíblia, tanto no Antigo como no Novo Testamento, passaram a preconizar a teoria insana da ressurreição dos “corpos” ao invés da ressurreição dos “mortos”, fato que desviou muitos homens sérios da religião, pois os cérebros mais acostumados ao raciocínio lógico, amparados pela Ciência, jamais puderam admitir tais sandices.

O movimento lúcido de Reformas na Igreja, promovido por Martinho Lutero, prometia corrigir todos os desvios que distanciaram a fé católica do Cristianismo original, mas, infelizmente, devido mesmo à qualidade inferior dos espiritos que habitavam a Terra naquele tempo (e até hoje, se bem prestarmos atenção) tudo o que a Reforma Protestante conseguiu fazer foi a revogação de alguns dógmas e muitas bulas e decretos papais; porém, o espírito de ódio e antagonismo, de poder temporal e de domínio sobre as massas, continuaram a ser insuflados no movimento cristão, tornando inviáveis, por cegueira espiritual, qualquer interpretação mais profunda dos ensinamentos do Cristo-Jesus; e os cristãos continuaram se (des)amando uns aos outros, distanciando-se cada vez mais dos ensinamentos de amor ao próximo e perdão das ofensas e, principalmente, aquele que diz: - “Sereis reconhecidos como Meus discípulos pelo muito que se amarem uns aos outros”.

A questão mais importante em discussão entre os diversos seguimentos cristãos, provavelmente para que coisas mais importantes não sejam feitas e mais nos aproximemos da Luz-Crística, é se a Bíblia é ou não é a “Palavra de Deus”, esquecidos, ainda, de Jo. 1:17, que diz: - “Porque a lei foi dada por Moisés; a (manifestação da) Graça e a Verdade vieram por (através de) Jesus-Cristo”.

 

 

 

 

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A lei

 

 

 

A lei, asseverou o Apóstolo João, foi dada por Moisés, por que então vemos no movimento cristão toda esta celêuma em relação a ser ou não ser a Bíblia a “Palavra de Deus”? Por que  “idolatram” pedaços de papel que formam vários livros que, em seu conjunto, chamam “Bíblia” afirmando que é a “Palavra de Deus”? Ou a lei foi dada por “Deus” ou por “Moisés”, e, ao que sabemos, Moisés não é Deus... Ou é???

Somente os Dez Mandamentos é que foram dados por “deus” (Elohim-Jeová) diretamente a Moisés, já escritos por “línguas de fogo” em pedras (chamadas “tábuas da lei”), no alto do Monte Sinai; mas assim que desceu do Monte, Moisés, acometido por grande ira (seria Moisés “filho da ira” como assim classifica o Apóstolo Paulo aos “filhos da ignorância”?) fez o “favor” de quebrar as “tábuas da lei” deixando toda a sua posteridade “perplexa”.

É bom relembrar que “filhos da ira” ou “filhos da ignorância”, no dizer do Apóstolo Paulo, são aqueles que vivem no “pecado”, isto é, realizando as vontades da carne e do pensamento, distanciados do Deus-Interno, inconscientes de Sua Presença Divina “dentro” de si mesmos. Pecam e depois “correm” à Sua procura justamente onde jamais O encontrarão: FORA DE SI MESMOS!

Viver em Deus, com Deus e por Deus é viver “sintonizados” com a Sua Divina Presença Em Nós, realizando, em todos os nossos atos, pensamentos, emoções e palavras a Sua Vontade, muitas vezes em detrimento de nossa própria vontade!

Vemos em Mateus, 22:37-40, que Jesus simplifica toda a Bíblia (a lei de Moisés, acrescida pelos livros dos profetas) num único mandamento, dizendo que o que não estiver de acordo com isto deve ser colocado de lado; vejamos: - “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, de todo o teu pensamento. E o segundo semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”.

 

 

 

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A lei e Jesus

 

 

 

Para os que gostam de pesquisar na fonte, e não se contentam com comentários de terceiros, o que achamos muito louvável, vamos citar rapidamente Mt. 5:17, que diz: - “Não cuideis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim revogar, mas completar”; portanto, quais serão os complementos que Jesus trouxe à antiga lei de Moisés e que se constituiu na base de Sua Doutrina? Não poderá dizer-se “cristão” quem não souber “quais” foram os complementos introduzidos por Jesus adaptando a rudeza da antiga “lei de talião” com a doçura de Seus ensinamentos: sem essas alterações não há como conciliar Judaísmo e Cristianismo.

Por falta de espaço não vamos citar literalmente os complementos mais do que necessários efetuados por Jesus na lei de Moisés, mas convidamos a todos os estudantes da Verdade a verificar “in loco” no Evangelho de Jesus-Cristo Segundo Mateus, capítulos 5, 6 e 7, e no Evangelho de Jesus-Cristo Segundo Lucas, 6:20-29; seguindo o que ali está escrito, pode jogar a sua Bíblia fora, ou, então, guarde-a de lembrança como um livro histórico que conta a respeitável história de um povo: o povo hebreu; mais não terá ela para lhe oferecer, muito embora, em sentido mais profundo, além do véu da letra, ela guarde segredos que revelam a origem do mundo e da humanidade!

O Apóstolo Paulo, que quando ainda era Saulo havia sido rabino, foi dos apóstolos de Jesus o que mais criticou a lei de Moisés por sentir que ela não se afinava com os ensinamentos do Evangelho de Jesus (tanto é assim que até hoje os judeus não O aceitam). Em 2Cor. 3:6-9, Paulo afirma que, com o advento de Jesus, Deus “nos fez também capazes de ser ministros dum novo testamento, não da letra, mas do espírito, porque a letra mata, e o espírito vivifica. E, se o ministério da morte (referência aos “sacrifícios” do A. T.), gravado com letras em pedras (alusão às “tábuas da lei”), veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do espírito? (referência ao ministério de Jesus e Sua doutrina). Porque, se o ministério da condenação (alusão ao A. T.) foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça (referência à doutrina de Jesus)”.

Portanto, aí está, bem claro para quem tem “olhos de ver” e “ouvidos de ouvir”, a “qual” Testamento devemos seguir, se ao Novo ou se ao Velho.

Outro detalhe que gostaríamos de ressaltar é que a palavra grega que os nossos tradutores traduzem por “justiça” nada tem a ver com o significado atual desta palavra; na significação correta da palavra grega ela corresponde a “justeza” ou “ética”, pois, perguntamos nós, qual será a justiça do reino de Deus que fica em nosso próprio coração? Por isso, é importante ter em mente que, no Evangelho de Jesus, justiça significa justeza (perfeição) ou ética (procedimento correto).

 

 

 

 

 

 

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As Obras da Fé

 

 

 

É fato sobejamente conhecido pelos teólogos cristãos que, na opinião do Apóstolo Paulo, com a vinda de Jesus encerrou-se o tempo do Antigo Testamento e, encerrados os concertos da velha lei, todos fomos feitos ministros do Novo Testamento. O Antigo Testamento prega a salvação pelas obras (sacrifícios, jejuns, orações, dízimos, etc.); por este motivo a doutrina paulina, avêssa à doutrina do Antigo Testamento que ele tão bem conhecia, prega a salvação pela fé na “graça” de Deus (Divina Presença, ou Entheos, que habita na essência de tudo o que respira, pulsa ou vibra no Universo).

É esta Divina Presença que nos induz à evolução provocando o despertar espiritual (iluminação), processo que se dá através de inumeráveis reencarnações. Esta doutrina paulina foi muitas vezes mal interpretada e considerada em desacordo com Tg. 2:14, que diz: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver obras? Porventura a fé pode salvá-lo?”; como dissemos, trata-se de mal-interpretação, pois Paulo afirma que as “obras da lei” (de Moisés) não salvam a ninguém (tanto é que a lei profetiza a vinda de um Messias para completá-la e expurgar os erros a ela incorporados num período de 1.500 anos, tempo que transcorreu entre o nascimento de Moisés e o nascimento de Jesus), mas somente a fé (confiança sincera e sem restrições) na “graça” (Divina Presença que Em-Nós-Habita) de Deus, encarregada de nos dirigir (“Eu e o Pai somos Um” -Jesus) pelos caminhos da existência física ou espiritual, de retorno ao aprisco do Pai onde está situada a nossa origem como Suas criaturas.

As “obras” a que Tiago se refere em sua epístola são as “boas obras”, as obras da caridade de quem se modificou pela fé, e não as “obras da lei”, como Paulo.

Aliás, se é pelo fruto que se conhece se a árvore é boa ou má, é também pelas “boas ações” que se conhece a quem verdadeiramente se modificou pela “fé na graça”; um importante e profundo pensador cristão moderno já afirmou que “a fé sem obras é como luz sem calor”.

Também é digno de nota que o termo “ressurreição”, usado na Bíblia, tem sentido de “ressurgir em espírito”, como no caso da ressurreição de Jesus e de todos aqueles que desencarnam (morrem) e “ressurgem” no mundo espiritual; tem ainda o significado de “ressurgir do espírito” em novo corpo físico (reencarnação); e, ainda, de “ressurgir” (despertar) para a Consciência de Deus o espírito caído no erro (distante de Deus).

É neste último sentido que podemos interpretar a “morte” de Adão em Gn. 3:3, que diz: “Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse “deus” (Elohim-Jeová): não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais”. A serpente, que também era um Elohim (provavelmente com forma reptícia), conf. Jó 1:6-7: “E vindo um dia em que os “filhos de deus” (Elohim) vieram apresentar-se perante o Senhor (Elohim-Jeová), veio também Satanás (a serpente) entre eles. Então o Senhor (Jeová) disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor (YHWH), e disse: De rodear a Terra, e passear por ela” (os Elohim se locomoviam em “cavalos alados” e “carros de fogo”, conf. outras passagens bíblicas; observe que até hoje os “anjos”, que eram chamados “filhos de deus” (a tradução correta do termo “Elohim” é “deus”; a palavra “Elohá” é que se traduz por “Deus”), são representados com “asas”). Fica evidente nesta passagem alegórica que o “pecado” de Adão foi a desobediência, que lhe custou um distanciamento (expulsão) da Divina Presença de Deus-Em-Si.

 

 

 

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Elohim

 

 

 

O Livro de Gênesis, da Bíblia, conta a interessante história dos “Elohim”, sendo que um deles, o Elohim Satanás, cuja aparência lembrava a de uma serpente, asseverou à Eva, in Gn. 3:4, que, se ela e Adão comessem do fruto da árvore que Elohim-YHWH advertiu-os a não comer, eles “não” morreriam.

Lembramos que em Gn. 2:17, Elohim-YHWH havia dito textualmente a Adão: “Mas da árvore da ciência (conhecimento) do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. É claro que esta passagem, como muitas outras do Antigo e do Novo Testamento, é apenas uma fábula cuja moral da história nos transmite um ensinamento profundo e verdadeiro. Hoje em dia a forma exterior que acompanha estes ensinamentos conduz muitas pessoas de bom-senso ao ceticismo, pois a embalagem que traz em seu interior essas pérolas do conhecimento universal, em sua apresentação literal apartada do “espírito” que ela contém, tornou-se frágil, incoerente, discutível e improvável... Porém, ainda aqui, é necessário lembrar as magníficas palavras do Apóstolo Paulo em relação ao conteúdo gnóstico do Antigo Testamento: “A letra mata, e o espírito vivifica”.

Quanto à advertência do Elohim-YHWH a Adão, devemos considerar que uma interpretação “literal” nos levaria ao absurdo de haver “Deus” mentido e “Satanás” ter dito a verdade... Afinal, Adão viveu em ótima saúde 930 anos no corpo físico e, ao contrário do que havia afirmado o Elohim-YHWH, confundido com “Deus” (como Jesus também foi) nas escrituras, Adão “não morreu” no dia em que comeu do fruto da árvore da ciência (conhecimento) do bem e do mal. Ademais, que “árvore” será esta? Atentemos para o que diz a “simbologia” bíblica em Gn. 3:3: “Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse deus (Elohim/YHWH): não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais”. Ora, o detalhe que devemos observar para uma interpretação correta é “fruto” e “meio”... O “jardim” é o Éden sagrado onde Deus habita “dentro” de nós, ou seja, no “meio” (na essência) de nós; então, do “fruto” dessa árvore (adulta) que se encontra em nossa essência, não devemos “comer”, ou alferir qualquer vantagem pessoal, nos “alimentar” fisicamente dele... Pois a “pena” desta transgressão é a “expulsão” (perda da sintonia com Deus-Em-Nós) do Paraíso.

Portanto, como Adão e Eva “desobedeceram” à ordem de deus (Elohim/YHWH), foram expulsos do “Paraíso”, isto é, de seu “convívio”: aí está simbolizada de maneira magistralmente bela (para quem sabe ver “além da letra”) a “queda” do espírito (ou, Princípio Inteligente, ou, ainda, Micro-Consciência) no sentido de “distanciar-se” intimamente de Deus; fato que Jesus também exemplificou na “Parábola do Filho Pródigo”, e que deixa claro que as “transgressões às leis divinas”, também chamadas “erros” ou “pecados”, nos afastam vibratoriamente d’Ele: a “Convivência-Íntima” com Ele é figurada como sendo o “Paraíso” e, no caso de voltarmos nossa atenção para “fora” de nós mesmos, seguindo nossa própria “personalidade” (verdadeiro sentido da palavra “Satanás”, que significa “aquele que se opõe” ou “opositor”), perdemos o “contato íntimo” com Ele e, figuradamente, “morremos” ou somos “expulsos” do Paraíso.

 

 

 

 

 

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José

 

 

 

Para não nos alongarmos mais neste tema, afirmamos que a “ressurreição dos mortos” proclamada por algumas “doutrinas cristãs” como acontecimento irrevogável previsto para a época do “final dos tempos” (de ignorância e inconsciência do “Deus-Interno”), e profetizado até mesmo pelo Apocalípse, nada mais é do que o “despertar em Deus” da consciência dos ímpios (mortos), sendo que os “eleitos” (despertos) herdarão a Terra redimida, e os “mortos” que não despertaram para as coisas de Deus, serão atirados à geena de fogo (Lei de Causa e Efeito), onde haverá choro (de arrependimento) e ranger de dentes (pelo sofrimento), provavelmente em mundos inferiores à Terra regenerada. A “ressurreição dos mortos”, que se dará no final dos tempos é, portanto, o “despertar espiritual” dos que vivem e se comprazem no erro e na transgressão à Lei de Deus!

Mudando agora um pouco de assunto, falemos da mediunidade onírica do pai de Jesus. José era um homem prudente, honesto e trabalhador. Tendo recebido a ordem, através de um édito de César, de recensear-se em sua terra natal, para lá se dirigiu com sua mulher grávida e, sem revoltar-se contra as leis humanas que o obrigavam ao deslocamento de Nazaré para Belém, expôs sua família ao desconforto de uma estrebaria durante sua permanência naquela cidade; neste episódio foi guiado pela prudência ao obedecer as leis humanas às quais todos nós estamos sujeitos, sem revoltar-se.

Sendo o pai carnal de Jesus que desde muito cedo mostrava-se uma criança diferente, um menino prodígio que já aos doze anos ensinava velhos mestres de Jerusalém, não procurou aproveitar-se dos dons supranormais de seu filho para fartar-se de dinheiro fácil expondo-o à curiosidade pública; com tal comportamento deu José sobejas provas de honestidade e desprendimento.

Carpinteiro de profissão, José não se furtou ao trabalho diário, não se tendo notícia de que Jesus e Maria tivessem passado por dificuldades financeiras enquanto estiveram sob a sua dependência; com tal procedimento constatamos que José foi trabalhador exemplar.

Além dessas características que o identificavam como sendo uma criatura nobre e de fino caráter, José demonstrou ser também um homem espiritualmente bastante esclarecido e possuidor de grande humildade, pois, sendo visitado por um anjo, jamais sentiu-se soberbo por tão alta deferência.

 

 

 

 

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Os Sonhos de José

 

 

 

Mas, José acreditava em sonhos? Sim, e se não acreditasse, quem poderia dizer o que seria do Cristianismo hoje? José acreditou quando sonhou que um homem, provavelmente um espírito desencarnado (denominado “anjo” no texto bíblico) o esclarecia sobre a elevadíssima natureza espiritual de seu filho (“ela dará à luz um filho a quem chamarás Jesus, porque ele salvará seu povo dos pecados deles” -Mt. 1:21); acreditou quando, novamente, o “anjo” lhe apareceu em sonho e disse para fugir com o menino e a mãe para o Egito (“levanta-te, toma contigo o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e fica aí até que eu te chame; pois Herodes há de procurar o menino para matá-lo” -Mt. 2:13); e acreditou quando o “anjo” lhe comunicou a morte de Herodes e ordenou que retornasse com o menino e a mãe para Israel (“levanta-te, toma contigo o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, pois já morreram os que procuravam tirar a vida do menino” -Mt. 2:20).

Como podemos ver, o Cristianismo e o êxito da missão de Jesus devem muito aos sonhos de José. E você, tem acreditado em seus sonhos? Não? Lembre-se que os sonhos de José mudaram a história do mundo e o próprio Jesus, com certeza, é muito grato a ele por haver acreditado em seus sonhos.

É muito importante sonhar; podemos dizer que “sonhar” é “planejar” e “encetar” uma mudança no nosso modo de proceder, de encarar o mundo, de viver... É saudável sonhar, porém, muito mais importante do que sonhar é acreditar no sonho e aceitar a “mensagem” que ele nos transmite. Sonhar é encarar uma mudança de vida.

Vamos sonhar?

 

 

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Satanás

 

 

 

Muita gente ainda hoje espera que o Cristo venha com o seu exército de anjos lutar contra o Mal personificado em Satanás, vencendo-o e condenando os pecadores à eternidade do fogo do inferno, sem direito a segunda chance ou intercessões de qualquer natureza.

Certamente que para essas pessoas se torna muito difícil explicar a passagem em que Jesus afirma que nenhuma das ovelhas que o Pai lhe confiou se perderá. Em primeiro lugar cabe aqui uma pergunta: “Quais foram as ovelhas que o Pai confiou a Jesus?”. Segundo o nosso pobre raciocínio, as ovelhas confiadas pelo Pai a Jesus somos todos nós, os espíritos que habitamos o planeta Terra; não podemos aceitar as possíveis excessões que uns e outros poderiam indicar porque mesmo essas possíveis excessões são criaturas de Deus e, portanto, Suas ovelhas, e não se justificaria terem sido criadas por um Ser (Deus) cuja natureza íntima foge totalmente à nossa compreensão, mas que nossa inteligência limitadíssima pode afirmar com segurança que Ele (Deus) é Eterno, Imutável, Imaterial, Único, Todo-Poderoso e Soberanamente Justo e Bom e serem destinadas (as criaturas pecadoras) à perdição eterna sem que fossem profundamente arranhados os Seus (de Deus) atributos de ser Todo-Poderoso (portanto, capaz de salvar todas as Suas criaturas) e Soberanamente Justo e Bom.

Aliás, embora não possa ser visto, Deus pode ser sentido e, como Rei do Universo ele vive em Seu Reino, e Jesus nos asseverou que o Reino de Deus está “dentro” de nós; portanto, Deus vive “dentro” (no meio, no âmago, na essência) de todas as criaturas. Agora é fácil compreender porque nenhuma de Suas criaturas se perderá, pois, se alguma se perder, Ele se perderá também, e, ao condenar a menor de Suas criaturas à eternidade de sofrimentos, Ele estará se condenando também, pois Ele vive “dentro” e “fora”, aquém e além, permeando a tudo o que existe no Universo, inclusive a pobre de Sua ovelha perdida.

Até mesmo a teoria sobre a existência de Satanás não resiste a uma análise mais séria e profunda, pois se foi Deus quem o criou e sendo Ele (Deus) perfeito, como se explica haver criado um Ser tão imperfeito e eternamente votado ao Mal? Teria Ele se enganado? Não teria Ele previsto que aquela criatura se rebelaria contra Suas Leis, considerando-as injustas, e se voltaria contra Ele e toda a Sua criação? Não é possível que o “futuro” traga “surpresas” a Deus, justamente Ele que tem a pré-ciência de tudo desde toda a Eternidade. Além do mais, se Deus, pela Sua própria natureza habita em todas as Suas criaturas, é certo que Ele habita também em Satanás (se é que existe tal personagem) e, ao condenar este eternamente ao Mal, estaria se condenando também a viver eternamente no Mal, coisa simplesmente inconcebível...

Não será Satanás uma ovelha de Deus confiada ao Cristo (aspecto Divino que Habita em todas as criaturas) e que, tanto quanto as outras, não se deverá perder?

O homem moderno, com toda a sua sabedoria e ciência (conhecimento), ainda não se deu conta de que nasceu, respira e vive “em Deus”, e que Jesus, modelo máximo da humanidade terrena, foi (e é) um canal puro, descontaminado, pela Sua excelsa perfeição, por onde esta Força-Crística que em todos nós habita igualmente se comunicou e transmitiu aos pobres homens da Terra a Sua Celeste Doutrina.

 

 

 

 

 

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Salvação

 

 

Observemos as seguintes afirmações do Mestre Jesus: “Não vim para os justos, mas para os pecadores” e “Vim para as ovelhas perdidas da casa de Israel”.

Em nossa humilde opinião, não existe nenhum Ser (criatura de Deus) eternamente votado ao Mal, e Demônios somos todos nós quando não andamos no caminho do Bem.

O versículo 21 do capítulo 1 d’O Evangelho de Jesus Cristo Segundo Mateus: “Ela dará à Luz um filho a quem chamarás Jesus, porque ele salvará seu povo dos pecados deles”, deixa bem claro que Jesus veio salvar o homem de seus pecados; assim sendo, cremos que é o pecado que deve ser condenado, mas o pecador deve ser salvo.

Da mesma forma, a missão da Medicina é matar a doença e não o doente; e a missão da Justiça é combater as transgressões à lei, reeducando o criminoso.

Se à sociedade como um todo cabe a eficiente educação do cidadão para que ele não se enverede pelo crime, cabe às religiões a competente educação de seus seguidores para que eles não se enveredem pelo pecado, e àquele que já pecou (ou cometeu crimes) deve ser dada a devida oportunidade de recuperação para que não venha mais a errar, sendo, assim, salvo de seus crimes (ou pecados).

O próprio Jesus, em certa ocasião, disse: “Quem me constituiu juiz entre vós?”, o que significa que a Ele não compete julgar, mas salvar o gênero humano de suas mazelas. E a guerra já começou: basta que nos armemos de amor ao próximo, que peguemos a cada dia a nossa cruz, que perdoemos aos nossos inimigos, que ofereçamos a face esquerda quando agredidos na direita, que oremos pelos que nos perseguem e caluniam e O sigamos, pois Ele (o Cristo que habita em Jesus e que habita igualmente em todas as criaturas) é o Caminho, a Verdade e a Vida, e ninguém vai ao Pai senão por Ele. A demanda (luta, guerra), pois, é conosco mesmos, contra nossas próprias imperfeições.

A própria lei humana prevê que “penitenciária é um estabelecimento oficial a que se recolhem os condenados à pena de reclusão ou detenção, os quais (...) recebem assistência para sua reeducação e readaptação social”. Neste ponto lembramo-nos do dito de Jesus: “Se vós, que sois imperfeitos, agem assim para com os vossos filhos, quanto mais os fará o Pai que está nos Céus?”.

Quanto ao castigo “eterno”, que de forma alguma se adapta ao atributo de Deus ser “Soberanamente Justo e Bom”, lembremo-nos de que Jesus afirmou que nenhuma ovelha se perderia, que o amor cobre a multidão de pecados, e que ninguém entrará no reino de Deus se não nascer de novo... Que ouçam os que “têm ouvidos de ouvir”!

Temos citado fartamente os ensinamentos de Jesus em nossos comentários, e o fazemos com o mesmo respeito e reverência que nos guiaria se citássemos Moisés, Maomé, Buda ou Krishna, pois todos esses seres foram porta vozes do Deus-Interior (Cristo) que neles habita e do qual se fizeram servidores fiéis: Esta mesma Força-Crística (Deus Interno) habita igualmente em todos nós, assim como em todos os seres que n’Ela tiveram origem.

É verdade que a missão de Jesus sobressaiu-se à missão de todos os outros, mas isto deveu-se à Excelência do Servo.

 

 

 

 

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Testes

 

 

 

Muitas vezes, durante nossas vidas, nos vemos em situações incômodas nas quais não gostaríamos de estar. Desde a mais tenra idade até os avançados anos da senilidade, muitas são e serão as situações em que nos veremos nesta condição. Porém, por mais que pareçam durar, haverão de ser, como tudo na vida, passageiras: Na vida tudo é passageiro, só o Bem é eterno.

A criança sofre quando os pais se esforçam por educá-la e a escola por esclarecê-la e discipliná-la.

O jovem sofre quando se vê obrigado a arranjar um emprego e ajudar no orçamento doméstico e na sua própria manutenção.

O adulto sofre quando, por força do amor que sente por determinada pessoa, assume o compromisso do casamento e, portanto, da formação de uma nova família.

A pessoa de meia-idade sofre quando vê os seus filhos passando pelos mesmos processos de crescimento interior e social pelos quais passou e que, de alguma forma, lhe causou sofrimento.

O idoso sofre quando percebe que o seu corpo, sensível aos rigores do tempo, enfraqueceu-se e não possui mais força para trabalhar e ser útil à família e à sociedade.

Embora o sofrimento esteja presente em todas as etapas da vida, seja na forma de incompreensões, falta de liberdade, de recursos financeiros ou ainda através de enfermidades ou pela perda de entes queridos, devemos encará-lo sempre como testes que a Providência Divina nos apresenta visando ao nosso crescimento espiritual. De fato, o homem que encara o sofrimento com boa vontade e disposição, aprende a controlá-lo e, desta forma, torna-se importante à família e à sociedade, pois, não se entregando ao pessimismo e não se deixando vencer, torna-se ele mesmo um vencedor, e passa a se constituir em um modelo vivo para a humanidade seguir em busca da felicidade.

Não importa a religião que professemos, o que importa mesmo é que esta crença nos fale fundo à alma e faça com que sejamos sempre melhores hoje do que fomos ontem, levando-nos, assim, a vencermos com galhardia os testes que a vida nos apresenta.

Homens como Krishna, Buda e Jesus gravaram para sempre seus nomes na História da Humanidade, porque venceram-se a si mesmos e ensinaram aos homens como fazê-lo. Em torno deles nasceram e cresceram algumas das maiores religiões do mundo. Em menor escala, podemos citar uma infinidade de homens que, por vencerem os seus testes, se converteram em heróis; estes homens-heróis se encontram em todas as religiões do mundo, citaremos apenas alguns dos que mais se destacaram: no Budismo, o Dalai-Lama; no Hinduísmo, o Mahatma Gandhi; no Islamismo, Maomé; no Cristianismo, vamos fazer referência às três principais vertentes: entre os protestantes, Martin Luther-King; entre os católicos, Madre Tereza de Calcutá; entre os espíritas, Francisco Cândido Xavier. E temos ainda a Seicho-No-Ie que é uma doutrina que reúne o Cristianismo (sob a ótica espírita), o Budismo e o Xintoísmo, cujo fundador é Masaharu Taniguchi.

E aí, vamos enfrentar de frente os nossos “testes”?

 

 

 

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Despertamento Íntimo

 

 

 

Nas situações difíceis, diante dos testes que a vida nos apresenta visando ao nosso crescimento espiritual, ainda mesmo quando tais situações pareçam duradouras ou mesmo intermináveis, lembremo-nos de que tais desconfortos são apenas e simplesmente, testes necessários ao nosso desenvolvimento e mesmo, eu diria, despertamento íntimo; é necessário que passemos por eles e, para isso, podemos buscar forças nas palavras do Mestre que nos ensina e conforta, dizendo: “Deixai por agora; porque assim nos convém cumprir toda justiça” -Mt. 3:15.

Dizíamos do crescimento, desenvolvimento e, mesmo, despertamento espiritual que tais testes nos proporcionam quando aprendemos a nos comportar diante deles. Estas três coisas: crescimento, desenvolvimento e despertamento vêm nessa ordem, e quando se realizam, o Ser se dá conta de que tudo o que viveu nos anos anteriores não passam agora de um sonho distante do qual ele acordou. A partir deste momento ele não se vê mais como um “ego” apartado dos demais seres da criação e, mais ainda, não se vê mais como um Ser apartado de Deus.

É este o Grande Mistério e Grande Segredo da Vida, Mistério e Segredo que as antigas Escolas Filosóficas e Iniciáticas do passado guardavam a sete chaves e só revelavam de boca a ouvido a raros discípulos após longos anos de preparo e iniciação; é este Grande Mistério e Segredo que Jesus revelou quando afirmou, com a Sua autoridade de Mestre Inigualável: “Vós sois deuses”.

Porém, é importante que saibamos que, embora sejamos “deuses” porque trazemos em nós, em nosso íntimo mais íntimo, a Essência Divina na qual tivemos origem, nos alimenta a vida e induz-nos à evolução para que alcancemos a Perfeição de Deus (“Eu e o Pai somos Um” -Jesus), no momento não temos consciência direta disto e, por isto, sofremos, para que haja crescimento, desenvolvimento e despertamento espiritual.

Todo Ser que se dá conta de que nasceu, vive e desenvolve-se em Deus, necessariamente desperta do sono em que antes estava mergulhado e compreende que o sofrimento é apenas uma das ferramentas que a vida utiliza para despertar os seus comensais.

Uma vez compreendido isto já não é mais necessário sofrer; daí para a frente apenas a felicidade existe, mesmo que o ambiente ao redor seja de tristeza e desânimo. Por tudo isto, aqueles que acordaram de seu sono milenar, transformaram-se em heróis da humanidade, fundadores de religiões e sistemas filosóficos que visam o despertamento das demais criaturas que ainda vivem sonhando, embora acreditem que o seu sonho é realidade.

Esta é a missão de todos os mestres da humanidade; esta é também a nossa missão. Porém, alertamos àqueles que confiam em nossos ensinamentos que a Realização do Ser é um processo individual e que o trabalho do instrutor é apenas e tão somente indicar o caminho: os passos terão que ser dados por vocês mesmos. Porém, após os ingentes esforços no caminho da realização interior conquista-se a Paz Inabalável e o Amor Incondicional, também conhecidos como Vida Eterna (em Comunhão com o Deus-Íntimo) de todos aqueles que encontraram Deus dentro de si!

 

 

 

 

 

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Os Sinais

 

 

 

 

Com a vinda de Jesus as trevas da injustiça, da vingança, da ignorância e da demência espiritual foram afastadas dos horizontes humanos; novas leis e regulamentos, estes sim, vindos diretamente de Deus, foram revelados ao mundo. E disse o Mestre Inigualável: “Com efeito, eu vos asseguro que se a vossa perfeição não exceder à dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no reino dos céus” -Mt. 5:20.

Jesus reformulou toda a lei antiga (a lei de Moisés) fazendo brilhar a Sua Luz (Cristo-Íntimo); nem mesmo os Dez Mandamentos escaparam ao Seu verbo esclarecedor. Vejamos o que Ele nos diz em Mt. 5:21-25 e 27-42: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: “não matarás” e “quem matar, estará sujeito a julgamento”. Mas eu vos digo que todo o que se magoa contra seu irmão, estará sujeito a julgamento; e quem chamar seu irmão “tôlo”, estará sujeito ao tribunal; e quem chamá-lo “louco”, estará sujeito ao vale dos gemidos de fogo. Se estiveres, pois, apresentando tua oferta no altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão e depois vem apresentar a tua oferta. Sê benevolente depressa com teu adversário, enquanto estás a caminho com ele; para que não suceda que o adversário te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. (...).

“Ouvistes o que foi dito: “não adulterarás”. Eu, porém, vos digo, que todo o que olha uma mulher casada, cobiçando-a, já adulterou com ela em seu coração. Se pois teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém mais que se perca um de seus membros, do que todo o teu corpo seja lançado no vale dos gemidos.

“Também foi dito: “quem repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio”. Eu porém vos digo, que todo o que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz ser adúltera; e qualquer que se casar com a repudiada, comete adultério.

“Também ouvistes o que foi dito aos antigos: “não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor todos os teus juramentos”. Eu porém vos digo que absolutamente não jureis, nem pelo céu porque é o trono de Deus, nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés, nem por Jerusalém, porque é uma cidade do grande rei, nem jures pela tua cabeça, porque nem um só cabelo podes tornar branco ou preto. Mas seja a vossa palavra: sim, sim; não, não. Pois tudo o que passa disso, procede do mal.

“Ouvistes o que foi dito: “olho por olho e dente por dente”. Eu porém vos digo: não resistais ao (homem) mau, mas a qualquer que te bate na face direita, volta-lhe também a outra; ao que quer entrar em juízo contigo e tirar-te a túnica, dá-lhe também a capa; e quem te obrigar a andar mil passos, vai com ele dois mil. Dá a quem te pede, e a quem te solicita empréstimos, não voltes as costas”.

Quem segue e exemplifica esses ensinamentos de Jesus, deixa, ao longo de seus passos na terra, as marcas e sinais dos verdadeiros cristãos que, atualmente, são bem poucos no mundo, conforme se torna óbvio se olharmos com critério ao nosso redor.

 

 

 

 

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A Grande Luz

 

 

 

No tocante ao Antigo Testamento, conjunto que contém 39 livros (por isto é chamado Bíblia, ou coleção de livros), escritos pelos patriarcas e profetas judeus, contendo cerca de mil páginas, Jesus o reduziu a uma simples frase: “Amarás o Senhor teu (Interno) Deus com todo o teu coração (Éden), com toda a tua alma e com toda a tua inteligência; este é o grande e primeiro mandamento. Mas o segundo é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Nestes dois mandamentos, toda a lei e os profetas estão suspensos”. Em Mc. 12:33, temos ainda: “(...) e o amor ao próximo como a si mesmo, é maior que todos os holocaustos e sacrifícios”.

Portanto, se alguém decorou toda a Bíblia mas não pratica esses dois mandamentos, de nada terá lhe adiantado tamanho esforço de memória; por outro lado, se você nunca leu a Bíblia, mas pratica esses dois mandamentos, nada terá perdido em não conhecê-la. E mais, de tudo o que está escrito na Bíblia, o que não estiver de acordo com esses dois mandamentos provém dos homens e não deve ser seguido; somente o que estiver de acordo com esse ensinamento de Jesus merece ser lido e, principalmente, seguido!

A grande luz que Jesus trouxe ao homem da Terra há dois mil anos resume-se em amar ao próximo como a si mesmo (somente assim é possível amar a Deus); em perdoar indefinidamente as ofensas recebidas; em não disputar com o mundo, cedendo também a capa quando quiserem nos tirar a túnica e oferecendo a face esquerda quando nos atingirem na direita; em orar pelos que nos perseguem e caluniam e em pegar a cada dia a nossa cruz (os martírios pelos quais damos testemunho de que somos Seus discípulos), e seguir Seus passos de Luz.

Ele nos advertiu quanto ao perigo de sermos aclamados e aplaudidos pelo mundo, dizendo que assim também fizeram os antigos com os falsos profetas, e enfatizou que quem quiser ser o primeiro no reino dos céus deverá ser o último e servo de todos no reino dos homens (cfr. Mc. 9:35).

Nós, o povo, que ainda “jazemos nas trevas e na região sombria da morte” (pelo nosso distanciamento, muitas vezes voluntário, das coisas de Deus-Em-Nós) temos à nossa frente esta Grande Luz, vamos segui-la?

A Luz Crística, a Divina Presença, que nos anima, vivifica e ilumina, dirige-nos desde a nossa origem em Si e nos guia, pela imensidão dos reinos da Natureza na matéria e fora dela, pelos incalculáveis planos e dimensões do Universo material e imaterial, pela inimaginável eternidade no tempo e no espaço, à consciência de que somos Divinos porque nascemos, respiramos, vibramos e existimos eternamente em Deus. É esta a Grande Mensagem do Mestre Inigualável ao afirmar: “Vós sois deuses”; aqueles que já perceberam isto entraram no reino de Deus que existe “dentro” de cada um de nós e, nesta Comunhão Íntima com o Pai ( o “Rei” que habita no “reino”) vive em perene Paz e Felicidade, mesmo aqui na Terra, na esfera dos encarnados.

A todos nós é possível esta compreensão de que somos Divinos e que, portanto, cabe-nos o comportamento ético de quem é o que é, seres Divinos, porque trazemos “dentro” de nós a Divindade. Quem sabe e vive isto já entrou na Vida Eterna!

 

 

 

 

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Coerência

 

 

 

Quando indagado pelo “moço rico” sobre o que deveria fazer para entrar no reino dos céus, Jesus respondeu: “Vai, vende tudo o que tem, dá o dinheiro aos pobres, e siga-me”. Portanto, não basta apenas se desprender dos bens materiais; é necessário também seguir a Jesus através dos caminhos que Ele palmilhou quando esteve na Terra.

Amigo, para entrar no reino dos céus não é necessário decorar livros antigos que estabelecem regras de comportamento social; nem entregar-se a jejuns, promessas e orações infindáveis que mais parecem tentativas de subrono contra as Leis de Deus. É necessário apenas e tão somente seguir os ensinamentos do Mestre. E estes, como Ele mesmo disse, se resumem em “amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”.

É triste verificar que após dois mil anos da passagem de Jesus sobre a Terra ainda persistem guerras, fomes, epidemias e perturbações sociais que tornam miserável a vida na Terra. Tudo isto é conseqüência do orgulho, da vaidade e do egoísmo que ainda reinam nos corações humanos. Será que se os bilhões de terráqueos que se consideram cristãos seguissem de verdade os ensinamentos do Cristo as coisas seriam diferentes?

É interessante também notar que Jesus jamais referiu-se a qualquer alimento impuro que devesse ser evitado pelos discípulos sinceros. Com referência aos diversos tipos de alimento que sustentam a saúde do corpo físico Jesus chegou a dizer que “o mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem”; porque o que sai não é produto do corpo e, sim, do espírito.

Jesus sabia que o corpo é apenas um veículo de expressão do espírito, por isto asseverou certa vez: “Não temais àqueles que podem matar o corpo, mas nada podem fazer com o espírito”. O espírito, portanto, é a substância íntima, a essência do homem.

Embora não tenha especificado nenhum tipo de dieta em relação aos alimentos que entram pela boca do homem, Jesus não se esqueceu de advertir aos discípulos quanto à importância daquilo que sai de suas bocas; ao dizer: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não”, o Mestre exaltou a necessidade da coerência entre aquilo que se pensa e aquilo que se faz e fala e faz.

É por isto que não existe fé se não for seguida de ação coerente com os ensinamentos de Jesus. Já disseram que fé sem obras é como luz sem calor. O pensamento gera o raciocínio, o raciocínio gera a idéia e a idéia gera a ação.

Aquele que não cumpre a vontade do Mestre não pode dizer que é Seu discípulo; quem não vive os Seus ensinamentos não pode afirmar em verdade que possui fé, pois fé é confiança, e como podemos ter confiança em quem não conhecemos?

Aquele que não vincula as ações, as palavras, as emoções e os pensamentos ao que considera certo, procede de forma errada sendo espontaneamente conivente com o mal. Por isso disse Jesus: “Seja o vosso falar: sim, sim; não, não, porque o que passa disto é de procedência malígna”.

Quem “conhece” o Mestre que tem e segue-Lhe os mandamentos, exemplos e ensinamentos é capaz de amar ao próximo sem ser conivente com as ilusões que ele, inadvertidamente, ainda alimenta em seu coração.

 

 

 

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Pão

 

 

 

O homem de todas as épocas, até hoje, gasta o melhor de suas forças para conquistar o pão de cada dia; e, no calor de sua luta, ensurdecido pelo clamor da batalha, além do pão indispensável para manter a vida de seu corpo, ele luta também para obter o máximo de conforto: eis a inversão de valores que se instalou em nossas vidas, enquanto Jesus afirma: “não só de pão vive o homem, mas de tudo o que sai da boca de Deus”, o homem responde: “não só de pão vive o homem, mas também de whisky e caviar!”.

Aquele que procura seguir os passos de Jesus e iluminar-se com Seus ensinamentos Divinos deve ter em mente que tanto quanto do alimento material, necessitamos também do alimento espiritual e se é justo prover a nossa mesa e a mesa de quem amamos de pão e de todos os outros alimentos que nos garantem a vida física, também é justo investirmos o melhor de nosso esforço na busca de esclarecimento e luz para a caminhada; afinal, o que é a vida na Terra senão um caminho que mais dia ou menos dia se acaba?

Onde está a sabedoria daquele que investe todo o seu tesouro e todo o seu tempo na aquisição de bens materiais? Que aplica todo o seu potencial criativo na multiplicação de bens móveis e imóveis? que gasta o capital de seus dias no afã de mais ter e mais possuir?

Acreditamos que o homem que é consciente de sua origem e de sua destinação divinas deva esforçar-se muito mais para juntar tesouros no céu, onde, no dizer de Jesus, o ladrão não rouba e a traça não come, porque os tesouros da terra são apenas ferramentas para conquistarmos, com o suor de nossos rostos, os bens imperecíveis que haverão de nos acompanhar para além da jornada terrena.

O que sai da boca de Deus é o Hálito Vivo (o Sopro de Vida que foi assoprado no nariz de Adão) que sustenta toda a Criação e nós, como parte da Criação, também somos sustentados por este hálito Hálito Divino (a Divina Presença Em Nós); necessitamos apenas nos dar conta disto e sentir, na intimidade de nosso pulmão, fazendo “pulsar” o nosso coração, Deus!

 

 

 

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Sua Voz

 

 

 

Se já sabemos que o homem não vive só de pão, mas também do Verbo que sai da boca de Deus e se também é sabido que Deus habita “dentro” de nós, cabe-nos silenciar a mente e o coração para ouvirmos Sua Voz (Verbo; Palavra; Vibração); uma vez feito isto, ainda que nos reste apenas uma côdea de pão amanhecido para o sustento do corpo, viveremos felizes e realizados porque estaremos espiritualmente fortalecidos e dispostos a realizar a “parte que nos compete” para o engrandecimento da Obra do Pai. Somente poderão cooperar nesta Grande Obra aqueles que já se encontram conscientes da Presença e Atuação de Deus-Em-Si.

A febre que parece dominar os habitantes dos países adeptos do chamado “capitalismo selvagem”, notadamente os do Ocidente, parece fazer com que suas vítimas, ávidas por mais ter e mais possuir, ignorem completamente a Realidade Única de que nascemos, vivemos, crescemos e nos desenvolvemos em Deus, pois somos Obras de Seu Hálito Divino.

A luta pelo pão de cada dia há muito ultrapassou as fronteiras do aceitável e emaranhou-se nas lamentáveis práticas criminosas que a justiça dos homens, em vão, busca punir e evitar; quem não adere ao “sistema” é marginalizado e tido à conta de “incompetente”, “louco” ou “inválido”.

Hoje não se luta apenas para a conquista do pão de cada dia, mas para a aquisição e acúmulo de um sem-número de bens que nos garantem, além de muito conforto para o corpo e saciedade para o estômago, um vergonhoso “apartheid” social que nos transforma em seres atípicos e “diferentes” do restante de bilhões de habitantes do planeta Terra.

Aquele que tem consciência de que Deus habita em seu coração não mede e nem pesa aos seus semelhantes pela medida e pela balança do TER e, sim, pela medida e pela balança do SER, pois, acima de tudo, Deus É em nós!

 

 

 

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Sobriedade

 

 

 

É sabido que menos de um entre cem habitantes do planeta Terra tem acesso a carros “importados”, telefones celulares, televisores e vídeo-cassetes e (pasmem!) até mesmo geladeiras em seus lares (?) que, muitas vezes, não passam de barracos ou improvisações de pau-a-pique.

Tudo isto, como não poderia deixar de ser, gera muita intranqüilidade por parte da minoria que possui muito mais do que o necessário e teme a violência da grande maioria que longe está de possuir o mínimo indispensável para a sua sobrevivência física.

Como o mundo seria diferente se nós, os que nos dizemos “cristãos”, colocássemos em prática o “fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem”; será que haveria fome no mundo? Será que haveriam analfabetos e miseráveis? Será que haveriam sem-tetos e sem-terras? Será que... somos mesmo cristãos?

Certa vez Jesus indagou de Seus seguidores: “Se me amais, porque não fazeis o que eu vos mando?”. Esta pergunta, ainda hoje, depois de vinte séculos, ressoa nos ouvidos de seus verdadeiros seguidores... Consegues ouvi-la?...

Quando Jesus disse que “não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que sai da boca de Deus”, Ele não se referiu aos excessos e supérfluos nos quais estamos naufragados, Ele se referia mesmo ao pão, alimento mínimo e indispensável à nossa sobrevivência.

Somente aqueles que se alimentam com sobriedade, com sobriedade vivem e sentem o mundo, são capazes de “receber”, com consciência, o TUDO que sai da boca de Deus, a que Jesus se referiu, e que é ainda mais necessário do que o pão acompanhado de toda a gastronomia da Terra, para manter o corpo físico e, ainda mais do que isso: manter a VIDA de nosso espírito.

 

 

 

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Sopro Divino

 

 

 

Hoje sabemos que nosso corpo físico alimenta-se também da luz do Sol, do oxigênio, e de grande quantidade de energias e fluidos, muitos ainda desconhecidos, que provêm da terra, dos astros, dos minerais, dos vegetais, dos animais e dos próprios seres humanos.

Já reparou que ninguém, mas ninguém mesmo, sobrevive sozinho de forma alegre e saudável? Mas além dessas energias e fluidos pouco conhecidos pela Ciência oficial de nosso tempo, o homem ainda necessita do seu principal componente, sem o qual não há vida para o corpo: o Espírito; não existe corpo físico sem que este esteja ligado a um Espírito que o anime e governe, pois somos, em nossa natureza mais íntima, “seres espirituais”.

E o Espírito, tendo sido criado à imagem e semelhança de Deus, necessita, para sua sobrevivência, de Seu Alento, de Sua Vibração (Seu “Verbo”), de Sua Força, de Sua Luz, de Sua Palavra... De Seu Sopro Divino (a Divina Presença, ou Cristo, em nós)! Mas... o que significa o termo “a palavra que sai da boca de Deus” a que Jesus se refere no Evangelho? Olhe à sua volta... Tudo o que existe no Universo visível ou invisível aos nossos olhos foi criado por Ele e fala d’Ele.

Se você tiver “olhos de ver e ouvidos de ouvir” verá e entenderá a Sublime Sinfonia da qual TODOS os seres participam e emitem uma “nota musical” característica. Ouça... a música de Deus está vibrando no Universo e é insubstituível alimento para o nosso ser imortal!

Entendeu porque devemos “amar ao nosso próximo como a nós mesmos”? É que somos notas musicais de uma mesma Sinfonia Cósmica... fazemos parte do TODO... de Deus!

A “Palavra de Deus”, portanto, somos todos nós, as Suas criaturas, que saímos de Seu Verbo Criador... de Seu Sopro Divino...!

 

 

 

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Prova

 

 

 

O homem tem sede de conhecimentos. A ciência e a tecnologia se aperfeiçoam a cada dia e oferecem ao homem provas inequívocas de sua utilidade. Na vida profissional, a competência é a maior prova da capacidade, e na vida doméstica a fidelidade é a maior prova do amor. A todo instante a vida em sociedade exige provas: prova disto, prova daquilo, prova daquilo outro...

Prova pode ser definido como aquilo que testa a veracidade ou a autenticidade de alguma coisa. Temos, portanto, a prova matemática, a prova científica, a prova tecnológica, a prova de caráter, etc.; mas... e a prova religiosa? Seria lícito colocarmos à prova uma religião ou doutrina religiosa para verificarmos a veracidade de seus ensinamentos?

Sim, podemos e devemos fazer isto. Uma religião que não resiste à uma análise mais profunda da razão sobre o seu corpo doutrinário está fadada ao desaparecimento.

Antigamente os sistemas religiosos ameaçavam seus seguidores com o castigo de Deus ou com o fogo do inferno a quem se atrevesse a colocar à prova os seus ensinamentos e, enquanto a Verdade era reservada a raros iniciados, elegeram o dógma para mascararem sistemas frágeis, que não resistem à clareza de raciocínio.

O termo “religião” vem do latim “religare” e significa “ligar de novo” ou “religar algo que no princípio era unido, ligado”; e este é o grande papel das religiões do mundo: religar a criatura à sua essência mais íntima, ou seja, ao seu Criador.  A maneira mais eficiente de provar uma religião é esta: verificar se os seus adeptos obtiveram êxito em seu processo de “religação” com o Criador.

Muitas pessoas se vangloriam de pertencer há vários anos ou mesmo algumas décadas a esta ou àquela religião, mas os seus atos e hábitos cotidianos são a maior prova da sua ineficiência; será que elas se deram conta disto?

 

 

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Dógmas

 

 

 

Dógmas são pontos fundamentais e indiscutíveis de uma doutrina religiosa: são indiscutíveis porque são inexplicáveis; são inexplicáveis porque não possuem explicação racional; não possuem explicação racional porque são improváveis. E mesmo sendo indiscutíveis, inexplicáveis e improváveis, persistem como pontos fundamentais de uma doutrina: por isto são chamados dógmas.

Do dogmatismo nasce a fé cega, mas a fé raciocinada nasce da prova da veracidade dos ensinamentos de um sistema ou doutrina religiosa. Da fé raciocinada nasce a fé inabalável; fé inabalável é aquela que pode encarar face-a-face a razão em todas as épocas da história da Humanidade.

Podemos, pois, testar tudo aquilo que se constitui em veículo ou instrumento necessário para nos convencer sobre determinada realidade: a ciência e a tecnologia são instrumentos do progresso; a filosofia e a religião são instrumentos para se chegar a verdades ainda desconhecidas ou conhecidas apenas parcialmente no campo do Espírito; o dógma é ferramenta da estagnação.

Pelo fruto se conhece se a árvore é boa ou má: pode-se provar os frutos, mas não a árvore. Existem a causa e o efeito gerado pela causa. Os efeitos servem para nos mostrar que existe, por trás deles, uma causa; podemos provar o efeito, mas não a causa: provemos os efeitos e chegaremos à causa. Podemos provar a ciência, a filosofia, a religião, a arte, os sistemas, as doutrinas, etc., mas não podemos provar Deus, porque Deus não é efeito: é a Inteligência Suprema, a Causa Primária de Todas as Coisas, a Consciência Cósmica Universal; só Ele é causa, tudo o mais é efeito.

Queres provar a tua religião? Observe teus pensamentos, sentimentos, palavras e ações: São eles a expressão da Vontade do Criador? É esta a Grande Prova do teu êxito ou do teu fracasso.

 

 

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Bússola

 

 

 

As palavras de Jesus servem de bússola ao homem de bem; sem sua orientação sábia nos perderíamos em excessos extravagantes, abusos desregrados e saciedades desmedidas.

Afirmou o Mestre Inigualável, quando se defrontava com a tentação do inimigo do Espírito: “Vai para trás, Antagonista, porque está escrito: ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele darás culto” -Mt. 4:10.

Quantos de nós, às vezes até inconscientemente, rendemos culto de adoração às riquezas materiais, à mesa farta, à roupa bonita, ao corpo de curvas perfeitas, ao álcool, ao fumo, etc., etc., etc.

Quantas vezes nos surpreendemos servindo a interesses egoístas, a comentários maldosos, sendo agentes e semeadores de relacionamentos aviltantes, intermediários de ações degradantes e incentivadores de práticas obscenas e frívolas.

Se queremos seguir a Jesus é necessário termos em mente que só nos é lícito adorar e servir a Deus; o Mestre enfatizou que não é possível servir a dois senhores, porque, ou agradamos a um e desagradamos ao outro, ou agradamos ao outro e desagradamos ao primeiro. Tenhamos, pois, sempre em mente a necessidade de buscarmos em primeiro lugar o “reino de Deus” (dentro de nossos próprios corações) e o comportamento justo (perfeito), de acordo com a “ética” deste reino, e tudo o mais ser-nos-á dado por acréscimo.

O culto ao ego ou personalidade (verdadeira “antagonista” do Espírito) é a adoração aos instintos e prazeres da carne, às conquistas materiais; e é este culto de adoração que Jesus condenou por estar ele frontalmente em desacordo aos interesses do Espírito. O culto à personalidade é o verdadeiro culto a Satanás (antagonista do Espírito que traz em si Deus) que todos devemos evitar, pois esta adoração servil aos interesses materiais, em detrimento dos valores espirituais, atravanca a evolução do Espírito e perpetua a ignorância de que Deus é Uno com a Sua Criação.

 

 

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Sim e Não

 

 

 

Se é a Jesus que pretendemos seguir, nada mais justo do que praticarmos incondicionalmente os Seus ensinamentos; e Ele nos ensinou a importância da ética e da coerência quando afirmou: “Seja o teu sim, sim; o teu não, não”. Incentivou-nos, também, a pocurarmos incansavelmente a Verdade porque ela será o passaporte para a nossa liberdade espiritual.

O mundo nos reserva múltiplas obrigações, incontáveis compromissos, numerosas responsabilidades e deveres variados; porém, sejamos prudentes o bastante para cumprir com as exigências do mundo sem comprometer a fidelidade que devemos aos interesses da Espiritualidade Superior porque é necessário vivermos no mundo, plantando destemidamente o Bem, auxiliando na construção de uma sociedade mais justa e fraterna, dando a César o que é de César e a Deus o que é de Deus!

Ramakrishna, o Grande Santo hindu, disse certa vez que é necessário que o barco entre na água, mas que não é recomendável que a água entre no barco; da mesma forma, podemos dizer que é necessário que habitemos no mundo, mas não é recomendável que o mundo (com seus interesses inferiores) habite em nós.

Sábio, no sentido espiritual, é aquele que sabe que ele não é o corpo físico; que dentro do seu corpo físico habita um Ser transcendente (inclusive fisicamente) de natureza superior, para o qual o corpo é apenas um instrumento, um veículo que o transporta pela viagem da existência física, assim como o automóvel é apenas e tão-somente um veículo, um instrumento nas mãos do motorista.

Porém, mais sábio ainda é aquele que sabe que na essência deste ser superior (Espírito) habita Deus, que o criou e nele reside e residirá por toda a eternidade. Quando este Ser transcendente (Espírito) deixa de olhar para fora, para a personalidade egóica, e olha para dentro, para a sua essência, ele vê seu Criador!

 

 

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Olho por olho

 

 

 

Antes de Jesus a lei dos homens era dura e cruel: “olho por olho, dente por dente”. Dizia a lei antiga: “E quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá. E se alguns homens pelejarem, ferindo um ao outro com pedra ou com o punho, e este não morrer, mas cair na cama; se ele tornar a levantar-se e andar fora sobre o seu bordão, então aquele que feriu será absolvido (...). Se alguém ferir a seu servo, ou a sua serva com pau, e morrerem debaixo da sua mão, certamente será castigado; porém, se ficarem vivos por um ou dois dias, não será castigado, porque é seu dinheiro.

“Se alguns homens pelejarem e ferirem uma mulher grávida e forem causa de que aborte, porém se não houver morte, certamente será multado (...). Mas se houver morte, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe. (...) E se algum boi escornear homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado certamente, e a sua carne não se comerá (...). Mas se o boi dantes era escorneador, e o seu dono era conhecedor disso e não o guardou, matando homem ou mulher, o boi será apedrejado, e também o seu dono morrerá” -Êxodo, 21:17-29.

Jesus, o Mestre Inigualável, nasceu da descendência deste mesmo povo cuja lei era rude e, muitas vezes, desumana; que legislava suas leis e regulamentos sociais, necessários para a vida em comunidade de um povo nômade e indisciplinado, e, por assim serem, as leis só eram obedecidas se viessem com a assinatura do próprio “Deus”; exigência que Moisés, o grande legislador, atendia com desvelo. Porém, quando este povo, mais maduro e assentado em sua própria terra, já não mais necessitava da rudeza e impiedade, muito embora eficientemente disciplinadora, das legislações puramente humanas (apesar de trazerem o “nome” de Deus), veio Jesus revelar a “verdadeira” misericórdia do Pai!

 

 

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A Lei de Deus

 

 

 

E disse Jesus: “Ouvistes o que foi dito: “amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo”. Eu porém vos digo: amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que vos torneis filhos de vosso Pai que está nos céus, porquel ele faz levantar-se seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos. Porque se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? os coletores fiscais também não fazem o mesmo? E se saudardes somente a vossos irmãos, que fazeis de especial? não fazem os gentios também o mesmo? Sede vós, portanto, perfeitos, assim como é perfeito vosso Pai celestial” -Mt. 5:43-48.

Apesar de Jesus ter fecundado profundamente a lei dos homens com vigorosos conceitos de fraternidade e de amor ao próximo, que as constituições de todos os países do mundo fazem o maior esforço para imitar, é importantíssimo frisar que somente a lei dos homens (no caso, a lei de Moisés) foi modificada por seus conceitos, e não a Lei Divina que, por ser Perfeita, não necessita alteração; é precisamente isto que Ele afirma em Mt. 5:17, quando diz: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas: não vim revogar, mas completar”. Donde se segue que tudo o que Jesus modificou, completou ou complementou, não era lei de Deus (se o fosse seria Perfeita assim como Ele o é e não necessitaria de modificações ou complementos), nem tinha sido trazido por profetas verdadeiros (intermediários fiéis entre Deus e os homens, senão essa mensagem não se teria deteriorado), mas era lei de homens e, como tal, necessitava de profundas modificações para que mais se aproximasse dos verdadeiros conceitos divinos de amor ao próximo e fraternidade universal.

É muito importante que saibamos e tenhamos claramente a certeza de que, apesar do respeito que devemos ter pela “lei de Moisés e dos profetas” ou Antigo Testamento, tudo o que ali estiver escrito que esteja em desacordo com os ensinamentos de Paz, Perdão e Amor, que Jesus nos trouxe, deve ser, de imediato, recusado.

 

 

Fim

 

 

 

 

 

Apesar de Jesus haver fecundado profundamente a lei dos homens com vigorosos conceitos de fraternidade e de amor ao próximo, que as constituições de todos os países do mundo fazem o maior esforço para imitar, é importantíssimo frisar que somente a lei dos homens (no caso, a lei de Moisés) foi modificada por Seus conceitos, e não a Lei Divina que, por ser Perfeita, não necessita alteração; é precisamente isto que Ele afirma em Mt. 5:17, quando diz: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas: não vim revogar, mas completar”. Donde se segue que tudo o que Jesus modificou, completou ou complementou, não era lei de Deus (se o fosse seria Perfeita assim como Ele o é e não necessitaria de modificações ou complementos), nem tinha sido trazido por profetas verdadeiros (intermediários fiéis entre Deus e os homens, senão essa mensagem não se teria deteriorado), mas era lei de homens e, como tal, necessitava de profundas modificações para que mais se aproximasse dos verdadeiros conceitos divinos de amor ao próximo e fraternidade universal.

É muito importante que saibamos e tenhamos claramente a certeza de que, apesar do respeito que devemos ter pela “lei de Moisés e dos profetas” ou Antigo Testamento, tudo o que ali estiver escrito que esteja em desacordo com os ensinamentos de Paz, Perdão e Amor, que Jesus nos trouxe, deve ser, de imediato, recusado.

 

 

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